quarta-feira, 29 de março de 2017

Após mudança, juros do cartão de crédito e do cheque especial aliviam bolso em fevereiro


Foto: Joe Raedle/Getty Images News
 Os juros praticados pelos bancos nocheque especial e no cartão de crédito recuaram e aliviaram um pouco o bolso dos brasileiros endividados em fevereiro. Dados do BC (Banco Central) divulgados nesta quarta-feira (29)
indicam que o endurecimento das regras para pagamento da fatura já se refletiram nas taxas do cartão de crédito.
O cheque especial, aquele dinheiro extra que fica embutido e acessível na sua conta-corrente, registrou taxa média de 327% ao ano em fevereiro — em janeiro, havia marcado 328,7% ao ano. Já o cartão de crédito teve alíquota média de 481,5% ao ano em fevereiro — contra os 486,7% ao ano registrados em janeiro, uma queda de 5,2 pontos percentuais.
Apesar da queda, o juro do crédito parcelado foi na direção contrária e subiu. A média praticada em todas as operações de crédito com o cartão também subiu. No caso do parcelado, ainda dentro de cartão de crédito, o juro subiu 1,6 ponto porcentual de janeiro para fevereiro, passando de 161,9% ao ano para 163,5% ao ano.
Essa é a operação que os bancos estão oferecendo como “porta de saída” do crédito rotativo para operações mais baratas. Com esse aumento visto no parcelado e, a despeito da queda no rotativo, o juro médio praticado em todas as operações de crédito no cartão subiu de 115,2% para 119,6% ao ano.
No fim de janeiro, o CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou resolução determinando que o saldo devedor de faturas de cartão de crédito permaneça no rotativo apenas até o vencimento seguinte. Depois disso, a dívida deverá migrar obrigatoriamente para outra modalidade de crédito, como o parcelado do cartão. O juro do rotativo é a taxa mais elevada desse segmento e também a mais alta entre todas as avaliadas pelo BC, batendo até mesmo a do cheque especial.
Os bancos têm até 3 de abril para se adequarem às novas regras. A expectativa do governo e do BC é de que a mudança abra espaço para a redução dos juros cobrados dos clientes, já que boa parte do custo das taxas vem do risco de inadimplência.
R7, com Estadão
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