sábado, 1 de abril de 2017

GUAMARÉ - RN: ADRIANO DIÓGENES SEC DE SAÚDE DA SUA VERSÃO AO FATO DE ATENDIMENTO AO IDOSO

Resultado de imagem para adriano diogenesPrezado Sr. Fernando, é com muita surpresa que recebi hoje durante todo o dia, um sem número de ligações e mensagens de indignação sobre matéria veiculada em seu veículo de comunicação, onde retrata uma possível “denuncia por perseguição política” relatada pela Sra. Severina de Fátima Antônio. Onde a mesma, alega que ao me procurar solicitando uma ambulância para remover o Sr. Geraldo Antônio a Natal, teve por mim, o pleito negado por alegar que ela tinha optado por votar no Sr. Mozaniel Rodrigues no último pleito eleitoral.

Vamos aos fatos. A Sra. Severina de Fátima Antônio, de fato, esteve na sede da Secretaria de Saúde na quarta feira (29/03) solicitando uma ambulância para transferir o
Sr. Geraldo Antônio a Natal para que o mesmo ficasse aos cuidados de suas irmãs, tendo em vista, “que a mesma não estava em condição de acompanhá-lo por ser uma pessoa só e devido Sr. Geraldo estar acamado não tinha como cuidar dele”. Em nenhum momento foi relatado por ela que o motivo da transferência seria por falta de fornecimento de medicamentos como relatado. Expliquei para Sra. Severina, que não teria ambulância disponível para quinta feira (30/03) como solicitado, porque a Secretaria de Saúde possuía outras programações, desta forma, como não tinha nenhuma urgência o pleito, por se tratar de uma simples remoção não teríamos como atende-la naquele momento. Dada às devidas explicações, perguntei a Sra. Severina, porque ela não havia solicitado a ambulância a Secretaria Municipal de Saúde de Pedro Avelino, tendo em vista, o paciente residir nesta municipalidade, sendo assim, passa a ser de responsabilidade integral do município de Pedro Avelino. A Sra. Severina, respondeu que iria tentar. Em nenhum momento, foi discutida qualquer questão de ordem política, nem por minha pessoa, nem pela Sra. Severina.

Estamos à frente da Secretaria de Saúde de Guamaré há pouco mais de oito anos e sempre tentei conduzir minha gestão de forma ética e responsável, sempre sabendo separar as demandas da secretaria as questões políticas do município. Sempre tratamos todos os usuários da mesma forma, independente de vertentes partidárias. Por este motivo, acredito eu, tenha recebido tantas ligações e mensagens de populares indignados com o comentário da Sra. Severina. Prova disso, são as documentações apresentadas por ela que mostram que mesmo Sr. Geraldo residindo em Pedro Avelino, a Prefeitura de Guamaré, através da Secretaria de Saúde, autorizou a abertura de seu prontuário e forneceu atendimento médico e farmacológico.

Podemos exemplificar mais uma vez a imparcialidade desta Secretaria quando autorizamos o deslocamento de Sr. Geraldo à avaliação médica, agendada pelo município de Guamaré no dia 20 de fevereiro do corrente ano, donde a própria Sra. Severina desmarcou o atendimento e, até a data atual, não nos procurou para se quer justificar e, até mesmo, solicitar novo agendamento (vide cópia de ocorrência anexa e agendamento do veículo).

É importante esclarecer que o Pacto pela Saúde regulamentado pela Portaria no 399, de 22 de fevereiro de 2006 teve como objetivo a promoção de inovações nos processos e instrumentos de gestão, visando alcançar maior eficiência e qualidade das respostas do Sistema Único de Saúde. Ao mesmo tempo, o Pacto pela Saúde redefine as responsabilidades de cada gestor em função das necessidades de saúde de sua população na busca da equidade social. A própria Constituição, através das Leis Orgânicas da Saúde (Leis no 8.080 e 8.142/90) definem claramente o âmbito institucional de cada esfera de gestão do SUS, onde cada município assume a responsabilidade por seus munícipes que residam em seu território. Mesmo assim, a Prefeitura de Guamaré, tenta ajudar os munícipes de cidades vizinhas, mesmo não tento o reconhecimento institucional por alguns desses municípios, que não pactuam seus serviços de saúde com esta municipalidade. Um exemplo claro, é a situação colocada pela Sr. Severina, mesmo o usuário residindo em outro município, autorizamos a abertura de seu prontuário em Guamaré. Outro exemplo que torna ainda mais clara a situação é quando apresentamos o número de usuários cadastrados em nossos prontuários, pois pasmem, passam dos 40 mil habitantes. Vocês podem me perguntar como isso é possível se Guamaré só possui 14.975 habitantes? A resposta é simples, por que temos sim uma gestão solidária que reconhece as dificuldades dos nossos vizinhos e tentamos ajudar da melhor forma possível, mais é claro, que em algum momento, essa ajuda não poderá ser possível, pois a nossa RESPONSABILIDADE MAIOR é para com os munícipes de Guamaré.

Para concluir Sr. Fernando, acho que a Sra. Severina de Fátima Antônio, faltou com a verdade e julgo importante que ela busque seus direitos legais. Mais esse direito também nos pertence, por ter a certeza que jamais atrelamos conjecturas políticas aos serviços de saúde por nós prestados e, por este motivo, também vamos processar Sra. Severina. Se houve alguma motivação política por parte de alguém, acredito que tenha sido da própria reclamante. É fato, que todos os dias atendemos centenas de usuários, e que nem sempre, podemos atendê-los

de imediato, por uma lógica simples, também dependemos de outros serviços sob a gestão de Estado e União (Portaria no 399, de 22 de fevereiro de 2006). Nesse diapasão, sempre recebemos agradecimentos e também críticas o que considero natural no setor público, mais pela primeira vez diante da pasta, recebo um acusação formal e, a meu ver, grave que merece sim ser apurada pelo judiciário, ao final, veremos quem estar munido da verdade.

Agradeço Sr. Fernando por respeitosamente nos conceder o direito ao contraditório e aproveito o espaço para agradecer também a todos os cidadãos, usuários dos serviços públicos de saúde do nosso município, pelas mensagens de apoio e reconhecimento.

Cordialmente,

Adriano Diógenes


Secretário Municipal de Saúde – Guamaré/RN

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários serão avaliados antes de serem liberados