quarta-feira, 3 de maio de 2017

Pâmela presta BO contra o governador por “descumprimento de decisão judicial” e Lei Maria da Penha

A verdade é que o caso extrapolou a esfera pessoal e se tornou público. Refiro-me ao episódio da noite de domingo (dia 31), quando motoristas que trafegavam pela Avenida Beira Rio puderam testemunhar a vigília montada pela ex-primeira-dama, Pâmela Bório, junto aos portões da Granja Santana. A Granja, afinal, antes de ser residência oficial do governador Ricardo Coutinho, é uma repartição pública.

Pâmela foi cobrar, segundo ela, o cumprimento de uma decisão judicial, em relação ao seu filho, Henri. Impedida de ter acesso à criança, ela montou campana na Granja, até a meia noite e, então, certa que não seria atendida, peregrinou por delegacias de João Pessoa (todas fechadas), para, enfim, registrar um BO (Boletim de Ocorrência), na Central de Polícia, às margens da BR-230, em frente ao Estádio Almeidão.

O descumprimento de decisões judiciais, se este é o caso, não chega a ser novidade no histórico do governador. São inúmeros os casos em que resiste em cumprir decisões, como foi o caso, por exemplo, do juiz Antônio Carneiro de Paiva. O magistrado determinou a abertura de delegacias em fins de semana e feriados, mas o governador não cumpriu, e ainda ironizou dizendo que a Justiça é que devia abrir nesses dias.

Em vídeos postados em redes sociais, Pâmela denuncia ainda ter sido vítima ainda de violência psicológica, enquanto permaneceu junto aos portões da Granja Santana, na esperança de receber o filho.

Fonte: Blog do Helder Moura

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