sábado, 17 de junho de 2017

Após 2 anos investigando, MP faz operação para explodir PCC em 18 municípios e 13 presídios do RN [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Resultado de imagem para MINISTERIO PUBLICO DO RNDo MPRN:

Juízo final: MP investiga facção criminosa envolvida em vários crimes no RN 
Após quase dois anos de investigação, o Ministério Público do Rio Grande do Norte realizou operação contra integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), com atuação em quase todo sistema penitenciário do RN de onde planejavam ações relacionadas a tráfico de drogas, roubo de veículos, estouros de caixas eletrônicos, homicídios, estruturação
da facção, entre outros.

Denominada “juízo final”, O GAECO com apoio das Polícias Militar busca o cumprimento de 129 mandados de busca e apreensão, 21 mandados de prisão e 24 conduções coercitiva. 
As medidas estão sendo cumpridas em 18 cidades do estado, 13 estabelecimentos prisionais estaduais e um presídio federal.

A investigação mostrou que os alvos comandam o tráfico de drogas de dentro dos presídios apresentando uma área de atuação em praticamente todo o sistema carcerário potiguar e mantendo articulações com integrantes da investigada facção em outros estados do Brasil.

Cadernos apreendidos apontam a relação os integrantes da facção criminosa, data de batismo, função e número de telefones. 
Além disso, documentos com dados bancários foram apreendidos, o que colaborou para demonstrar a movimentação financeira do grupo.

A investigação conseguiu a fixação de multa a empresa proprietária do aplicativo whatsapp no valor de condenação de R$ 15 milhões pelo descumprimento reiterado de ordem judicial.

Os alvos da operação vão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, entre outros. 
O material apreendido no cumprimento de outros mandados será analisado junto com o que já estava em posse dos promotores que atuaram na operação.
 
Facção Criminosa PCC

O Primeiro Comando da Capital tem agido em quase todo o Brasil e também na América do Sul há mais de duas décadas comandando crimes dos mais variados. 
A facção se notabilizou por grandes ações criminosas como assaltos a bancos e carros-fortes além de rebeliões em presídios espalhados pelo Brasil, bem como por ataques a agentes de segurança pública. 
Em muitos casos, ações orquestradas dentro e fora da cadeia. 
Além do nome e da sigla, a facção é identificada pelo número 1533.​
Nos últimos anos, com o surgimento de outras facções nos estados e a disputa pelo domínio territorial do tráfico, o PCC começou a travar uma verdadeira guerra com os demais integrantes de facções inimigas nos mais variados presídios do Brasil.​
Após quase dois anos de investigação, foram apreendidos cadernos e papéis com nomes, apelidos, datas, identificações de “padrinhos” (pessoas da facção que apadrinham o novo integrante), a “quebrada de origem” (de onde vem aquele que busca entrar no PCC), “quebrada atual” (onde está atuando recentemente) e as “faculdades” (forma como identificam as unidades do sistema penitenciário).

Foram interceptadas conferências dos líderes da facção PCC nas quais os membros eram relacionados com nomes, alcunhas, matrícula e batismos. 
Nessas conferências, presos de praticamente todos os estados da federação se comunicavam.
http://www.thaisagalvao.com.br/

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