quinta-feira, 1 de junho de 2017

Golpe que simula consulta a saldo do FGTS atinge 360 mil pessoas em dois dias


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Um novo golpe usa o saque do Fundo de Garantia 

do Tempo de Serviço (FGTS) como isca no Whats

App. Mais de 360 mil pessoas já foram afetadas pelo 

ataque em apenas dois dias, de acordo com os dados 

da empresa de segurança e tecnologia PSafe. As 

mensagens falsas circulam com um link que 

supostamente encaminharia o trabalhador 

para conferir se está apto a receber R$ 

1.760 referente a um saldo do FGTS.

 

As vítimas recebem o texto a partir de pessoas 

conhecidas ou em grupos do WhatsApp. A 

mensagem alega que as pessoas que 

trabalharam com carteira assinada entre 1998 e 2016 

podem receber até dois salários mínimos, por meio 

da Caixa Econômica Federal. A armadilha usa 

mensagem para atrair trabalhadores que ainda 

possuem dúvidas sobre o saque de contas inativas 

do FGTS.

 Para fazer a consulta, o usuário precisa 

acessar um link e responder a três 

perguntas: “Você 

trabalhou no período entre 1998 a 2016?”, 

“Você está registrado atualmente?” e “É 

maior de 18 anos”. Independentemente das 

respostas, a vítima é encaminhada para uma nova 

página, que pede que ela compartilhe o link 

com dez amigos via WhatsApp para poder 

consultar a lista. Desta forma, o golpe afeta 

um maior número de vítimas.

 Em seguida, o usuário precisa se 

cadastrar em serviços de SMS pago 

ou é levado a fazer o download de 

aplicativos falsos, que podem infectar 

o smartphone e deixá-lo vulnerável 

a outros tipos de crimes ou 

prejuízo financeiro. Segundo a 

empresa identificou, o pacote de 

mensagens que o trabalhador 

contrata, sem perceber, é de conteúdo 

adulto e efetua cobranças indevidas a

 partir da armadilha criada pelos hackers.

 

A PSafe destaca que o ataque ainda conta com 

comentários de falsos usuários elogiando a 

campanha. Caso o usuário tenha caído no golpe, 

a companhia orienta entrar em contato com 

operadora e cancelar serviço de SMS pago.

 

Veja os cuidados necessários

 

Gerente de Segurança da PSafe, Emilio Simoni 

destaca que os usuários de smartphones 

devem consultar sempre páginas oficiais 

de empresas para se certificarem que se trata 

de uma oportunidade verídica.

 

— O usuário deve estar atento a qualquer 

tipo de promoções exageradas que chegam 

por mensagens, checando sempre se a promoção 

é real ao entrar em contato diretamente com a 

empresa ou órgão do governo. Além disso, é 

imprescindível que tenha instalado um software 

de segurança.


 

A PSafe também recomenda que os usuários 

mantenham sempre o sistema operacional dos 

smartphones atualizado e que só façam 

download de aplicativos em lojas oficiais, como 

a Google Play ou Apple Store.


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