sábado, 1 de julho de 2017

“Henrique está preso injustamente”, diz Garibaldi Alves

garibaldi_ccjO senador Garibaldi Alves Filho (PMDB) acredita que, no decorrer do processo jurídico, o ex-deputado e ex-ministro Henrique Eduardo Alves “haverá de provar sua inocência”. O primo e aliado político do senador está preso em Natal desde o dia 6 de junho, quando foi um dos alvos da Manus, operação deflagrada pela Polícia Federal que apura possíveis crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 Na avaliação de Garibaldi, Henrique foi detido “injustamente”. “Isso já foi demonstrado pelos seus advogados, que vão recorrer da decisão”, complementa o senador, sem especificar os motivos para essa avaliação.
 A prisão de Henrique Alves, comandante estadual do partido, transformou o cenário interno do PMDB em um ambiente conturbado. Mediante as indefinições quanto ao futuro da legenda e os projetos para as eleições de 2018, após reuniões e debates, os membros da sigla resolveram nomear o deputado federal Walter Alves como presidente interino.
“Como vice-presidente, o deputado Walter Alves vai assumir interinamente [a presidência estadual do partido]. O ex-deputado Henrique, inclusive, colaborou para isso”, relata Garibaldi.
 ELEIÇÕES 2018
Questionado sobre o pleito do ano que vem, Garibaldi revela que o que se tem de concreto em termos de articulação política na cúpula do PMDB potiguar até o momento é o debate em torno da possível candidatura do prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT) ao Governo do Estado em 2018.
 “Se o prefeito, que tem uma aliança conosco, aceitar a candidatura, entendemos que ele é a nossa primeira opção. E a melhor opção para o Rio Grande do Norte”, declara o senador. “Até porque o vice dele é do PMDB [Álvaro Dias]. Mas não apenas por isso, dado o êxito que ele teve até agora em quatro mandatos de prefeito de Natal”, completa.
 De acordo com Garibaldi, a análise sobre a opção do partido para a disputa de governador é a única pauta das discussões. “Política tem muita conversa e tem momentos que não tem decisão”, explica.
 Segundo ele, a partir da definição sobre o nome que será apoiado pela legenda na corrida pela sucessão do governador Robinson Faria é que haverá decisões quanto aos outros cargos. Porém, ele antecipa que planeja se candidatar à reeleição. “Eu pretendo disputar. Se eu continuar a contar com a confiança do povo do Rio Grande do Norte, eu novamente serei candidato”, frisa.
 A dedicação à política estadual, inclusive, foi o motivo elencado por Garibaldi para ter descartado a possibilidade de assumir a liderança do PMDB no Senado Federal, após a saída de Renan Calheiros do posto.
 “Foi muito cogitado e eu fiquei lisonjeado, mas disse a eles [integrantes da bancada] que não era o meu momento de assumir a liderança. A gente tem que assumir determinadas tarefas, seja no Parlamento ou no Executivo, bem à vontade. E eu não me sinto à vontade para exercer a liderança neste momento. Eu preciso voltar as atenções para o meu estado e isso não dá para conciliar com as obrigações que o líder tem em Brasília”, finaliza.
Agora RN

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