quarta-feira, 7 de junho de 2017

O último drible de Garrincha

Garrincha, gênio do futebol
Manoel Francisco dos Santos, o endiabrado Mané Garrincha, foi, indiscutivelmente, um dos maiores jogadores de futebol do Brasil, em todos os tempos. Por alguns anos, encantou multidões de torcedores com seus dribles desconcertantes nos adversários. Uma prova da sua maestria com a bola é o fato dele ter sido Bicampeão Mundial de Futebol (1958 e 1962).

Em consequência do alcoolismo, Mané Garrincha morreu em 1983, com apenas 49 anos de idade, e foi sepultado no Cemitério Municipal de Raiz da Serra, no município de Magé, na Baixada Fluminense.
Há mais de 2.000 anos, um homem que esteve aqui na terra numa sacrossanta missão de Deus, foi morto e sepultado, com apenas 33 anos de idade. Ressuscitou dos mortos e subiu aos Céus, mas o mundo inteiro sabe onde está situado o seu santo sepulcro, embora vazio.
Em contrapartida, parentes de Garrincha e a Prefeitura Municipal de Magé confirmam que não sabem onde estão enterrados os despojos daquele jogador de futebol que se tornou famoso por sua grande destreza.
Após apenas 34 anos do seu funeral, assim como fazia com os seus marcadores, Mané Garrincha driblou todos os que procuram os seus restos mortais.
Numa prova de má gerência e incompetência comprovadas, a administração do cemitério admitiu a hipótese de que os restos mortais de Garrincha possam estar perdidos.
Essa autêntica “diarreia mental” fúnebre não é a cara do Brasil, um país sem memória?
Aliás, essa história bizarra não nos surpreende. Se as autoridades oficiais brasileiras não cuidam dos brasileiros vivos, como se importaria com um brasileiro morto, mesmo que ele tenha sido um craque de futebol conhecido no mundo inteiro.
bardeferreirinha.blogspot.com.br


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