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quarta-feira, 21 de março de 2018

FERREIRO LUIZ MARTINS (BAMBÃO) E ALGUNS DE SEUS CAUSOS

Numa época em que pouca coisa pronta ou manufaturada era encontrada na cidade, a presença dos ferreiros era indispensável. Em Pedro Avelino conheci alguns representantes desta difícil profissão.

Para citar apenas os mais populares, eu me lembro de Luiz Martins, conhecido popularmente como Luiz Bambão e Manoel de Barros.

As oficinas destes profissionais eram as mais rústicas que se podia imaginar. O forno a carvão era assoprado por um arcaico fole de couro de boi, um cocho ou tonel cheio de água para resfriar as peças depois de

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

ALGODÃO: ANTIGA RIQUEZA DO MEU TORRÃO O NOSSO OURO BRANCO

A imagem pode conter: atividades ao ar livre
A mata virou capoeira e algumas áreas estão ficando desérticas provocadas pelo desmatamento. E o tempo está passando.

Lá se vão várias décadas, principalmente as de 60 e 70 do século XX, que eu presenciei. O algodão era a riqueza nas propriedades, foi o ouro branco do sertão.

O algodão era a galinha dos ovos de ouro do homem da roça. Era quem garantia a renda adquirida através da

sábado, 3 de dezembro de 2016

Açude do Governo: Bairro São Francisco. Novembro de 2015


SUSPIROS DE UM AÇUDE
Observo meu semblante
Você pode acreditar
Eu não me lembro
Quando vi o açude secar
É com tristeza e preocupação
Que eu fico a lamentar.
Água não tem mais
No meu querido torrão
O Açude do Governo secou
Não tem nem cacimbão
Espero pela chuva

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O BOTECO DE MANÉ QUELÉ

Sempre alegre, Mané Quelé
Negociou laranja e trabalhou na roça
Vendeu água de cacimba numa carroça
Teve muito ofício
Criar a família foi difícil.
O boteco de Quelé tinha
Um balcão, duas mesas e uma prateleira
Cinco tamboretes e uma cadeira
Tempos que não voltam mais
O Bar de Mané jamais.
Era um bar tranquilo
Sem briga, às vezes confusão
Na meia do almoço tinha caldo de feijão
Também tira-gosto de preá e punaré
Assim era o boteco de Quelé.
Tá na hora da meiota

sexta-feira, 29 de abril de 2016

SERESTA NO CÉU MANOEL BRAULINO



O nosso torrão teve um lugar especial para os seresteiros da noite. Poderíamos citar:Manoel Braulino, Josias Costa, Chico Braulino, Moacir Bezerra, Onofre Batista, Sérgio Tavares, Chico Cocão, Chico de Noca, Manoel Antônio, Santos Lima e muitos outros bons cantores daquela geração. Manoel Braulino, da velha guarda, até hoje canta na sua casa, apesar da voz fragilizada. A última vez que eu o visitei, quando ele estava lúcido, fui recepcionado com duas músicas: Boemia e Meu vício é você (Boneca de trapo). O senhor Manoel comandava os acordes de serenatas

PRF apreende anfetamina com caminhoneiro em João Câmara

A Polícia Rodoviária Federal abordou, na última sexta-feira 17, em João Câmara, um motorista de caminhão e apreendeu uma cartela com 12 com...