Para zombar talvez do que eu dissesse;
Porque, se o amor, eu definir pudesse,
Seria um mago, exímio encantador.
Porque, quem resistir quando eu quisesse,
Desvendar-lhe o mysterio, e com ardor,
Dizer seu lethal gosto, seu sabor
De mel de hymêto? Emfim quando eu dissesse.
Como alguém diz: “É mal sem cura”.
“Delírio da razão, quase loucura”?
Quem já não teve o goso de soffrel-o
Outro alguém diz assim – “É phantasia...”
Mas como defenil-o eu puderia
Se nem ao menos posso comprehendel-o?!
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