quinta-feira, 25 de novembro de 2010

ESSE É O NOSSO PATRIMÔNIO CULTURAL...E A NOSSA HISTÓRIA?

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA: NOSSO SÍMBOLO MAIOR CLAMA POR MUDANÇAS
O nosso verdadeiro símbolo, embora abandonado, mosta uma nudez e uma coragem implorando à nossa cidade para que os políticos não desistam de investir na cultura. É como dizia Câmara Cascudo:'Um povo sem cultura é um povo sem identidade, sem orgulho de sua história'.
Da mesma maneira que os administradores escondem as reais mazelas e a falta de perspectiva para um futuro melhor, a verdadeira cara de Pedro Avelino está mostrando que não adianta tapar o sol com a peneira, a falta de identidade do nosso povo.
Não somos catastróficos para anunciar que não teremos um bom futuro pela frente. A nossa literatura comprova que alguns políticos no executivo tiveram seus dias de glória e contribuíram decisivamente para o crescimento e o progresso do nosso município, inclusive, como pioneiro da Região Central em vários setores. Por outro lado, tivemos outros governantes que não colaboraram em nada para o desenvolvimento do nosso torrão que, de forma infeliz, perderam a grande oportunidade de fazer uma boa administração nessa terra sofrida, contribuindo para a péssima qualidade de vida da população.
Sem querer ser o maior pessimista de todos, não temos a curto prazo surpresas agradáveis para uma Pedro Avelino melhor, que já passou da barreira dos 60 anos.
Em conversa com o  folclorista e pesquisador Severino Vicente, o mesmo disse que conseguiu tombar o prédio da Estação Ferroviária. O projeto final é fazer desse patrimônio histórico a Casa da Cultura de Pedro Avelino.
Que salvem a nossa estação. Estação do trem de passageiro, do trem de carga, do trem da água, do trole, do carro de linha, de criança contando o número de vagões, de pegar 'morcego' no último vagão, trem de trabalhadores que chegavam para a safra dos algodoais, da juventude estudantil, estação que recebia os trens do grande desenvolvimento do comércio da nossa Pedro Avelino.
No lembrete: Derrubaram as Casas das Turmas. Destruíram também o nome Pedro Avelino, em alto relevo, que tinha nas alturas das paredes laterais. No lugar, batizaram de cheche Marlúsia Saldanha. Ainda bem que o tempo se encarregou de apagar esse nome.
Estação minha, você não será derrubada, pois em Pedro Avelino tem um nome chamado Severino Vicente, um dos maiores mestres da cultura da terra potiguar.
                                                      Marcos Calaça, jornalista (UFRN)                                   

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