BLOG DO GALINHO
O passado rejuvenesce o espírito e é uma forma de alegrar o coração através de belas crônicas. Hoje escrevo algumas marcas que presenciei enquanto criança no nosso município, algumas coisas na casa dos meus pais e dos meus avós.No meu tempo de infância contra dor de cabeça, o principal analgésico era Melhoral, que tinha um jingle muito forte: 'Melhoral, Melhoral, é bom e não faz mal'. Tinha também Saridon, Cibalena, Cafiaspirina. A criança com tosse tomava Bromil, o amigo do peito; além do xarope Vick Vaporub. Alguém que estivesse com anemia e fraco, iria direto para Emulsão de Scott, de óleo de fígado de bacalhau, de gosto horrível. Criança com amarelão ou raquítica tomava o popular Biotônico Fontoura; quem estivesse com verminose tomava Ancilostomina, o remédio de Jeca Tatu. Para corte, ferida e espinha no rosto usava-se pomada Minâncora. Água Inglesa para mulher quando paria. Para fazer uma limpeza no intestino da meninada, era ministrado o purgante famoso de Óleo de Rícino. Tinha o Sal de Fruta para azia e problemas estomacais. Para pancadas usava-se Frixal, Gelol e Iodex. Lembranças dos almanaques Capivarol e Biotônico Fontoura. Para o cabelo das mulheres usava-se óleo de coco ou óleo de ovo. Cabelo legal era Brilhantina Glostora, para os homens. Pentear o belo cabelo, pente Flamengo. Para o piso da casa brilhar, o certo era Cera Parquetina.
Nunca fumei, mas nas lembranças das carteiras me lembro dos cigarros Continental, sem filtro; Astória, Gaivota, Iolanda, Hollywood, Minister. Quanto aos talcos, as lembranças recaem para Palmolive, Gessy, Cashmere Bouquet e Granado. Sabonete da moda para se perfumar era Vale Quanto Pesa, Phebo e Alma de Flores. O creme de barba da época era o Bozzano. Cream Cracker ou Biscoito Maria, só para quem estava doente, com Guaraná Antarticta, em garrafa. A geladeira era a gás Gelomatic e Frigidaire. Para costurar, as máquinas eram de marca Elgin, Pif-Paf, Leonam ou Olivetti. O meio de comunicação de massa era o rádio, de marca Philco, Philips, Transglobo, Mundial, Telefunken, ABC (A Voz de Ouro) etc, eram enormes e de mesa, e ouvia-se como destaque o Repórter Esso e a programação da rádio Cabugi, além da narração dos jogos dos campeonatos potiguar e campeonato carioca e da Copa Roca, entre Brasil e Argentina. O destaque para filmes era Tarzan, faroeste, Capitão América, Zorro, Batman e Robin, Rin Tin Tin.
O fato é que essa crônica faz um resumo de alguns produtos que despareceram e que outros permanecem no mercado, embora com novas tecnologias. Belas recordações para os cinquentões.
- Marcos Calaça, jornalista (UFRN)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Os comentários serão avaliados antes de serem liberados