
• OUSADIABandidos explodem banco de
Baraúna e metralham prédio da PMAndrey Ricardo
Da Redação
A agência do Banco do Brasil de Baraúna, cidade distante 36km de Mossoró, foi roubada durante a madrugada de ontem por uma quadrilha fortemente armada. Enquanto uma parte explodia o prédio e roubava o cofre da agência, outro grupo foi ao Pelotão da Polícia Militar e metralhou a fachada. Os bandidos usaram armamento de grosso calibre. No prédio havia apenas três policiais, que apenas se protegeram e não tiveram condição de reagir. Até ontem à tarde, ninguém havia sido capturado.
De acordo com o delegado Márcio Lemos, a ação dos bandidos começou por volta da meia-noite de ontem. A quadrilha estava dividida em dois carros, sendo um pequeno e outro maior, estilo picape de luxo. Uma parte do grupo foi direto para agência do Banco do Brasil. Eles usaram explosivos e conseguiram destruir boa parte do prédio. A intenção da quadrilha era levar o cofre, enquanto os caixas eletrônicos da agência ficaram intactos. Enquanto isso, uma outra parte da quadrilha se deslocou para a sede do Pelotão da Polícia Militar, onde haviam apenas três PMs, todos dentro do prédio.
Segundo o comandante do Segundo Batalhão de Polícia Militar de Mossoró e responsável direto pela PM em Baraúna, major Correia Lima, os três policiais não ti-veram a menor condição de reagir ao ataque dos criminosos. Os bandidos efetuaram vários disparos contra a fachada do prédio, impedindo qualquer tipo de reação da pequena equipe que estava na cidade. Entre as armas usadas estava um fuzil 556, de alto poder de destruição. "Você sendo metralhado em uma delegacia, a única coisa a fazer é se homiziar", destacou, reconhecendo a impossibilidade de resposta naquela circunstância.
A ação dos bandidos foi rápida e em poucos minutos eles conseguiram sair da cidade, levando consigo o cofre do Banco do Brasil de Baraúna, deixando para trás os caixas eletrônicos do banco, todos intactos em meio à destruição. O valor subtraído pela quadrilha não havia sido informado pela gerência do estabelecimento bancário até o fim da tarde de ontem, segundo o delegado Márcio Lemos, responsável pela investigação, juntamente com os delegados Claiton Pinho e Odilon Teodósio, que respondem pela delegacia regional de Mossoró e Divisão de Polícia do Oeste (DIVIPOE). Explosão e tiros no meio da madrugada assustam moradores
O barulho provocado pelos tiros e pela forte explosão que destruiu boa parte do prédio do Banco do Brasil de Baraúna pegou moradores de surpresa, amedrontando todos que moravam próximo ao prédio do banco e do Pelotão da Polícia.
Até quem não morava próximo ao local da confusão ouviu o barulho e se assustou, como o trabalhador rural Valmir Dantas, de 42 anos. "Ouvi só os estrondos e tiros, próximo da 1h da madrugada. A cidade ficou muito agitada. A gente fica com medo devido ao clima de insegurança que tomou conta da cidade. Moro longe e mesmo assim deu para escutar tudo", disse o morador.
O desempregado Paulo de Oliveira, de 22 anos, lembra que sua primeira reação foi se proteger, junto com seus familiares, dentro de casa. "Foram duas explosões, todo mundo lá em casa já estava dormindo, acordamos com o barulho da primeira explosão. Corri com minha mãe e minha prima, para a cozinha e fiquei embaixo da mesa", relembra o jovem.
"Depois ouvi muitos gritos, mas não dava para entender muito o que eles falavam, só muitas gírias, também ouvimos muitos tiros. Só saímos depois de 1h, e a rua já estava cheia de curiosos. Ante de dormir não percebemos nada de estranho na rua", acrescenta o morador.
O agricultor Francisco Orisvaldo, de 22 anos, está amedrontado e teme que ações como essa voltem a se repetir devido à fragilidade do sistema de segurança em sua cidade. "estava acordado, na primeira explosão fui para o quintal de casa, soube que eles renderam o guarda noturno que faz a ronda aqui na rua. Estamos sujeitos a passar por isso de novo, porque não tem segurança, a gente tem medo", reclama.
A aposentada Luzia Anchieta mora vizinho ao prédio do Pelotão da PM de Baraúna. Ela conta que ouviu os inúmeros disparos e que não teve coragem de sair de sua casa, mesmo após o cessar fogo do bando. "Não me levantei para ver o que estava acontecendo", fala. Buscas pelo bando continuaram durante a madrugada de ontem
As buscas pelos criminosos estão sendo realizadas por aproximadamente 20 integrantes da Polícia Militar de Mossoró e de Baraúna. O reforço foi mandado à cidade minutos após o fuzilamento do Pelotão da PM no município. Apesar do esforço, ninguém havia sido localizado até o fim da tarde de ontem. Mesmo assim, o comando local da Polícia Militar garantiu que as buscas continuariam durante a madrugada.
Segundo o major Correia Lima, comandante do II BPM de Mossoró, responsável direto pela corporação em Baraúna, o reforço enviado logo após a ousada ação dos bandidos permaneceria na cidade pelo menos durante a noite de ontem. A intenção, segundo o oficial da PM, é manter uma equipe no local para a possibilidade de chegarem informações sobre o paradeiro dos criminosos. Agentes recebem proposta do governo e suspendem movimento
Os agentes penitenciários do Rio Grande do Norte decidiram suspender as atividades que vinham fazendo para pressionar o Governo do Estado. A categoria foi recebida pela governadora Rosalba Ciarlini e obteve propostas para a pauta de reivindicação. A chefe do Executivo Estadual se comprometeu a providenciar a nomeação de novos agentes, bem como outros pontos da pauta.
A presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Rio Grande do Norte, Vilma Batista, explicou que vai se juntar à Secretaria de Justiça e Cidadania e da Administração para elaborar os termos do projeto de subsídio, bem como definir a partir de quando ele começará a ser im-plementado.
Ela destacou também que a governadora prometeu realizar o curso de formação. "No próximo dia 24, será realizada uma nova reunião, justamente para que nos seja apresentadas as projeções de datas. Até lá, estão suspensas nossas movimentações, como as paralisações que estavam previstas para serem realizadas", comenta a presidente do Sindasp/RN.
A categoria pretendia fazer mais uma parada de advertência nesse fim de semana, a exemplo do que já vinha sendo feito nos fins de semana anteriores. Para evitar nova parada, a governadora resolveu receber a categoria e negociar com eles. Drogas, celulares e armas artesanais
são apreendidos na cadeia de Mossoró
Drogas, celulares, armas artesanais e outros objetos foram apreendidos ontem na Cadeia Pública de Mossoró durante uma revista realizada nos dois pavilhões da unidade prisional. Os proprietários dos objetos não foram identificados, como ocorre na maioria das vezes que é feito esse tipo de operação. A forma como os objetos chegaram aos detentos ainda é desconhecida, segundo a direção. Será aberto procedimento para tentar identificar se houve facilitação ou se os objetos foram levados por parentes dos internos recolhidos na cadeia.
De acordo com o major Humberto Pimenta, diretor daquela unidade, a revista foi feita em parceria com a Polícia Militar. Os trabalhos começaram por volta das 8h e foram concluídos às 10h30. Foram apreendidos: 21 celulares, 18 trouxinha de maconha, 6 carregadores, 4 facas artesanais, uma serra, vários pedaços de ferro que seriam usados como armas no futuro e cachaça artesanal.
Humberto explica que são realizadas constantes revistas na cadeia pública, porém, com menos ênfase. "Não fazíamos uma revista como essa há mais de um mês. Vínhamos fazendo revistas mais simples constantemente. Isso é importante porque retiramos celulares, drogas e armas que poderiam ser usadas em rebeliões futuras", esclarece o oficial PM.
Questionado sobre a forma como os objetos chegaram aos internos, o diretor disse não saber. Nesse tipo de situação, é comum a abertura de um procedimento administrativo, assim como uma investigação criminal, feita pela Polícia Civil.
O objetivo, explica Humberto, é verificar se houve algum tipo de falha na fiscalização ou se teria havido facilitação por parte dos servidores. Coronel da PM e mais três são
denunciados pelo Ministério Público no caso F. Gomes
O tenente-coronel Marcos Antônio de Jesus Moreira e mais três suspeitos foram denunciados pelo Ministério Público Estadual de Caicó pela morte do jornalista e radialista Francisco Gomes de Medeiros, o "F. Gomes", assassinado no dia 18 de outubro de 2010. Os quatro foram presos na última fase da investigação e se juntam a outros dois, presos e já denunciados pelo Ministério Público. O processo foi encaminhado à Justiça Criminal de Caicó e ainda não há prazo para que os seis acusados sejam julgados pela morte de Gomes.
Além do tenente-coronel da PM, foram denunciados: Gilson Neudo Soares do Amaral, pastor evangélico; Rivaldo Dantas de Farias, advogado; e Gilson Neudo Soares do Amaral, policial militar. Antes deles, já haviam sido presos e denunciados pelo MP: Lailson Lopes, o "Gordo da Rodoviária", e João Francisco dos Santos, o "Dão". Este último é réu con-fesso pela execução do crime.
O desfecho da investigação foi anunciado essa semana pela delegada Sheila Maria de Freitas, diretora do Departamento Especializado em Investigação e Combate ao Crime Organizado (DEICOR) de Natal.
Os seis participaram do crime de maneira direta ou indireta, segundo a investigação. O oficial da PM e Lailson são apontados como mandantes e financiadores do crime. Dão executou e os outros ajudaram indiretamente no assassinato. |
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