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Duas
comissões, no Senado e na Câmara, debruçam-se há alguns meses na
reforma do Código Penal. Com poucas exceções, a modernização que será
votada tende a diminuir penas de crimes menos ofensivos, tipificar
delitos da atualidade e criar
alternativas à reclusão no Brasil. Na
contramão dessa visão, os brasileiros têm se mostrado ansiosos por
punições mais rigorosas, especialmente em casos que chocam pela
violência, como o assassinato do diretor executivo da Yoki, Marcos
Matsunaga, esquartejado pela própria esposa em São Paulo, em 19 de maio.
Pesquisa do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São
Paulo (NEV/USP), divulgada nesta semana, com base em 4.025 entrevistas
domiciliares com pessoas de 16 anos ou mais, revelou que pelo menos 50%
delas optaram por penas não previstas na legislação brasileira — como
prisão perpétua e pena de morte — para autores de crimes graves.
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