Ricardo Araújo - repórter
Alberto Leandro

A única companhia da sul-africana Shirley Carter é a de um gato. Há uma semana está em Natal, sua quinta parada no BrasilHá dez anos, a imensidão do Oceano Atlântico se reflete em seus olhos azuis. Sua única companhia é um gato cinza, de rabo comprido, obeso e mimado, chamado Sinbad. A qualquer voz estranha pronunciando o nome "Shirley", ele logo emite um sonoro miado, denunciando a aproximação do estranho. A bordo de um barco com menos de 15 metros de comprimento, a sul-africana Shirley Carter ganhou o mundo numa viagem solitária e arriscada, mas recheada de visuais deslumbrantes. Avessa a fotografia, a tímida Shirley ancorou seu "Speedwell of Hong Kong" no Iate Clube de Natal há uma semana. Seu próximo destino, é uma incógnita.
Sua "cruzada" começou no dia 6 de março de 2002, na Cidade do Cabo, África do Sul. A maior parte da sua viagem, conforme relata em um blog que ela utiliza como uma espécie de diário de bordo, é feita sem nenhuma ajuda externa ou tripulante extra. Sua única companhia, nos últimos sete anos, tem sido o "bichano" Sinbad. Até hoje, sua viagem tem explorado somente o Oceano Atlântico, em seus braços Norte e Sul. Depois da partida, sua primeira parada foi na Ilha de Santa Helena, que fica próxima da África e tem cerca de cinco mil habitantes.
Da ilha africana ela partiu para o Brasil, onde fez sua primeira parada no Porto de Cabedelo, em na Paraíba. Em suas paradas, Shirley Carter faz questão de visitar as cidades nas quais ancora e procura vivenciar o cotidiano dos nativos. Ela costuma fotografar os locais pelos quais passa, extraindo imagens de pessoas trabalhando, caminhando pelas ruas, de prédios públicos e de outras coisas que despertam seu interesse. Conforme relatos extraídos do seu blog (www.speedwelladventures.com/blog), Natal é uma cidade com pessoas educadas e receptivas, com prédios antigos, arquitetura interessante e belas paisagens naturais.
Quem é Shirley Carter
Ela nasceu e cresceu em torno da Cidade do Cabo, na África do Sul. Licenciada em Matemática pela University of Cape Town (Universidade da Cidade do Cabo). Ela tentou, ainda, atuar na área de desenvolvimento de sistemas de computador. Por alguns anos, trabalhou para a empresa de desenvolvimento de tecnologia IBM. Shirley foi casada durante cinco anos e teve um filho, Peter Louw. Atualmente ele vive na Inglaterra e é casado e pais de duas meninas.
Experiência
Antes de deixar a Cidade do Cabo a bordo do "Speedwell", sua experiência de navegação solo foi mínima. Ela relata, em seu blog pessoal, que fez alguns cruzeiros em companhia de alguns amigos. Em 1994, por exemplo, ela cruzou o Oceano Pacífico com um amigo chamado Gerry Noel no iate Laut Rajah. A viagem seguiu do Panamá para o Taiti, passando pelas Ilhas Galápagos, Marquesas e terminando nas Ilhas Tuamotos. Shirley comenta que esta não é uma área de navegação muito tranquila.
A área de interesse de Shirley Carter não se resumia à computação ou navegação. Na realidade, antes de começar a velejar ela gostava de voar a bordo do avião modelo planador ASW19. Ela descreveu a experiência como "a coisa mais fantástica". Além do avião, ela tinha um parapente que lamenta não poder carregar no seu barco atualmente.
O sonho de navegar
Foi durante a adolescência que seu interesse pela navegação se aflorou, após conhecer a história do aviador e navegador Francis Chichester, que viajou sozinho ao redor do mundo num pequeno barco. "Infelizmente não deu em nada até que eu estava nos meus quarenta e poucos anos", descreve Shirley em seu diário de bordo.
Anos depois, ela e um parceiro decidiram comprar um barco para participarem de um cruzeiro. Seria o início da preparação de um novo estilo de vida. Entretanto, os ideais não foram efetivados como eles imaginavam e, aproximadamente 10 anos depois, ela encontrou o barco "Speedwell" e decidiu aventurar-se sozinha.
Independência
Para Shirley Carter a capacidade de escolher onde e quando ir (quando o tempo permite, é claro), é um luxo maravilhoso. Ela ressalta, porém, que naturalmente enfrenta momentos em que seria bom se houvesse alguém para consertar o que acaba quebrando ou ajudar a manter relógio, por exemplo. Entretanto, ela descreve que se sente muito gratificada com chega em um porto e ancora seu barco sem maiores problemas. Sobre a solidão, ela diz que nunca teve a chance de se sentir sozinha como outros velejadores solitários costumam se sentir. No mar, sua única companhia é o gato Sinbad.
Um gato no barco
O mimado gato Sinbad passou o primeiro ano de sua vida a bordo, sem a chance de passear na área externa da embarcação, sob o risco de cair no mar e, talvez, morrer. "Nossas primeiras noites no mar (no mau tempo) não foram felizes para ele (ou eu)", escreveu Shirley. Um pouco maior, ele teve a chance de explorar o convés sozinho e, para Shirley, a visualização dos peixes por Sinbad era um risco. Ela temia que ele não estivesse vivo no dia seguinte às noites nas quais decidia admirar a imensidão do mar no convés. Shirley descreve Sinbad como um "gato aventureiro e comportado". Uma ótima companhia para uma longa viagem.
Alberto Leandro
A única companhia da sul-africana Shirley Carter é a de um gato. Há uma semana está em Natal, sua quinta parada no BrasilHá dez anos, a imensidão do Oceano Atlântico se reflete em seus olhos azuis. Sua única companhia é um gato cinza, de rabo comprido, obeso e mimado, chamado Sinbad. A qualquer voz estranha pronunciando o nome "Shirley", ele logo emite um sonoro miado, denunciando a aproximação do estranho. A bordo de um barco com menos de 15 metros de comprimento, a sul-africana Shirley Carter ganhou o mundo numa viagem solitária e arriscada, mas recheada de visuais deslumbrantes. Avessa a fotografia, a tímida Shirley ancorou seu "Speedwell of Hong Kong" no Iate Clube de Natal há uma semana. Seu próximo destino, é uma incógnita.
Sua "cruzada" começou no dia 6 de março de 2002, na Cidade do Cabo, África do Sul. A maior parte da sua viagem, conforme relata em um blog que ela utiliza como uma espécie de diário de bordo, é feita sem nenhuma ajuda externa ou tripulante extra. Sua única companhia, nos últimos sete anos, tem sido o "bichano" Sinbad. Até hoje, sua viagem tem explorado somente o Oceano Atlântico, em seus braços Norte e Sul. Depois da partida, sua primeira parada foi na Ilha de Santa Helena, que fica próxima da África e tem cerca de cinco mil habitantes.
Da ilha africana ela partiu para o Brasil, onde fez sua primeira parada no Porto de Cabedelo, em na Paraíba. Em suas paradas, Shirley Carter faz questão de visitar as cidades nas quais ancora e procura vivenciar o cotidiano dos nativos. Ela costuma fotografar os locais pelos quais passa, extraindo imagens de pessoas trabalhando, caminhando pelas ruas, de prédios públicos e de outras coisas que despertam seu interesse. Conforme relatos extraídos do seu blog (www.speedwelladventures.com/blog), Natal é uma cidade com pessoas educadas e receptivas, com prédios antigos, arquitetura interessante e belas paisagens naturais.
Quem é Shirley Carter
Ela nasceu e cresceu em torno da Cidade do Cabo, na África do Sul. Licenciada em Matemática pela University of Cape Town (Universidade da Cidade do Cabo). Ela tentou, ainda, atuar na área de desenvolvimento de sistemas de computador. Por alguns anos, trabalhou para a empresa de desenvolvimento de tecnologia IBM. Shirley foi casada durante cinco anos e teve um filho, Peter Louw. Atualmente ele vive na Inglaterra e é casado e pais de duas meninas.
Experiência
Antes de deixar a Cidade do Cabo a bordo do "Speedwell", sua experiência de navegação solo foi mínima. Ela relata, em seu blog pessoal, que fez alguns cruzeiros em companhia de alguns amigos. Em 1994, por exemplo, ela cruzou o Oceano Pacífico com um amigo chamado Gerry Noel no iate Laut Rajah. A viagem seguiu do Panamá para o Taiti, passando pelas Ilhas Galápagos, Marquesas e terminando nas Ilhas Tuamotos. Shirley comenta que esta não é uma área de navegação muito tranquila.
A área de interesse de Shirley Carter não se resumia à computação ou navegação. Na realidade, antes de começar a velejar ela gostava de voar a bordo do avião modelo planador ASW19. Ela descreveu a experiência como "a coisa mais fantástica". Além do avião, ela tinha um parapente que lamenta não poder carregar no seu barco atualmente.
O sonho de navegar
Foi durante a adolescência que seu interesse pela navegação se aflorou, após conhecer a história do aviador e navegador Francis Chichester, que viajou sozinho ao redor do mundo num pequeno barco. "Infelizmente não deu em nada até que eu estava nos meus quarenta e poucos anos", descreve Shirley em seu diário de bordo.
Anos depois, ela e um parceiro decidiram comprar um barco para participarem de um cruzeiro. Seria o início da preparação de um novo estilo de vida. Entretanto, os ideais não foram efetivados como eles imaginavam e, aproximadamente 10 anos depois, ela encontrou o barco "Speedwell" e decidiu aventurar-se sozinha.
Independência
Para Shirley Carter a capacidade de escolher onde e quando ir (quando o tempo permite, é claro), é um luxo maravilhoso. Ela ressalta, porém, que naturalmente enfrenta momentos em que seria bom se houvesse alguém para consertar o que acaba quebrando ou ajudar a manter relógio, por exemplo. Entretanto, ela descreve que se sente muito gratificada com chega em um porto e ancora seu barco sem maiores problemas. Sobre a solidão, ela diz que nunca teve a chance de se sentir sozinha como outros velejadores solitários costumam se sentir. No mar, sua única companhia é o gato Sinbad.
Um gato no barco
O mimado gato Sinbad passou o primeiro ano de sua vida a bordo, sem a chance de passear na área externa da embarcação, sob o risco de cair no mar e, talvez, morrer. "Nossas primeiras noites no mar (no mau tempo) não foram felizes para ele (ou eu)", escreveu Shirley. Um pouco maior, ele teve a chance de explorar o convés sozinho e, para Shirley, a visualização dos peixes por Sinbad era um risco. Ela temia que ele não estivesse vivo no dia seguinte às noites nas quais decidia admirar a imensidão do mar no convés. Shirley descreve Sinbad como um "gato aventureiro e comportado". Uma ótima companhia para uma longa viagem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Os comentários serão avaliados antes de serem liberados