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A semana de julgamento do mensalão começou com a defesa do advogado de Roberto Jefferson, o delator do esquema. Na tribuna, Luiz Francisco Corrêa repetiu as acusações contra Lula, anteriormente feitas por seu cliente.
Ainda na segunda-feira, o advogado Itapuã Messias, que defende Emerson Palmieri, arrancou risadas do público ao comentar as semelhanças entre o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e Jô Soares.
Em sua estratégia de defesa, o advogado do ex-deputado João Magno alegou que seu cliente recebeu recursos em sua própria conta bancária, o que não configuraria lavagem de dinheiro.
O advogado Roberto Pagliuso, que defende José Luiz Alves, fez questão de lembrar que o seu cliente fez aniversário no dia da defesa.
Último advogado a subir na tribuna, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, fez duras críticas à acusação do Ministério Público Federal.

Após as defesas, o ministro relator Joaquim Barbosa começou a ler seu voto. Barbosa pediu a condenação de Marcos Valério e seus sócios, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, por corrupção ativa e peculato.

Joaquim Barbosa também votou pela condenação do deputado federal João Paulo Cunha, candidato a prefeito de Osasco, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato

O método escolhido por Joaquim Barbosa para apresentar o voto surpreendeu o revisor da ação penal do mensalão, ministro Ricardo Lewandowski
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