sábado, 27 de outubro de 2012

Polícia busca imagens para explicar morte de magistrado

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Ronaldo Brandão/AEParentes se despedem do desembargador Gilberto Frenandes, de 79 anos, que foi atingido por tiros na cabeça e no pescoço quando tentava fugir de um assalto na região metropolitana do Rio de Janeiro

Parentes se despedem do desembargador Gilberto Frenandes, de 79 anos, que foi atingido por tiros na cabeça e no pescoço quando tentava fugir de um assalto na região metropolitana do Rio de Janeiro
Rio (AE) - O desembargador aposentado Gilberto Fernandes, de 79 anos, morreu na madrugada de ontem após ter sido baleado durante uma tentativa de assalto em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Por volta das 22h de quinta-feira, Fernandes estacionava seu Honda City na Avenida Sete de Setembro, em Icaraí, quando foi abordado por dois homens que caminhavam na calçada. De acordo com a Polícia Civil, testemunhas teriam visto o desembargador dando ré no automóvel em que estava com o neto, após o anúncio do assalto. Ele foi atingido por dois tiros, na cabeça e no pescoço, chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Estadual Azevedo Lima, mas não resistiu à cirurgia. Depois de efetuar os disparos, os suspeitos fugiram a pé. A polícia trabalha com a hipótese de latrocínio.

Por meio de nota, a polícia afirmou que o delegado Mario Luiz da Silva, titular da 77ª DP (Icaraí), irá aguardar o restabelecimento emocional dos familiares para que eles possam prestar depoimento. Equipes da delegacia estão buscando imagens de câmeras de segurança que possam ajudar na identificação dos autores do crime. A Polícia Civil informou que não daria mais detalhes sobre o caso, para não atrapalhar as investigações que estão sendo conduzidas pela 77ª DP com apoio da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo.

Gilberto Fernandes foi o primeiro negro nomeado desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), em 1998. Filho de funcionários da Imprensa Nacional, ele trabalhou como tipógrafo no jornal O Fluminense e como escriturário no Iapi (Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Industriários) antes de iniciar os estudos em Direito na antiga Universidade do Estado da Guanabara, atual Uerj. Iniciou a carreira na magistratura em 1974, na comarca de Nilópolis, depois de ter atuado por mais de dez anos como advogado.

O presidente do TJ-RJ, Manoel Rebêlo, preferiu não se pronunciar, mas  divulgou nota, dizendo que "lamenta profundamente o assassinato do desembargador que atuou durante quase 30 anos no Poder Judiciário estadual."

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