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heuler andrey / ae
A marcação dobrada sobre o adversário criou muitas dificuldades para a criação do Atlético/PR
Eficiente na marcação e objetivo no ataque. Jogando dessa forma, o
América empatou em 1 a 1 com o Atlético/PR, jogando em Curitiba, na tarde de
ontem, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Os gols do jogo foram marcados por
Elias, para o Furacão, cobrando pênalti, enquanto Pingo igualou o marcador para
o Alvirrubro potiguar.Sob sol forte, pois o jogo foi disputado às
16h (horário de Brasília - 15h no RN), no Eco Estádio Janguito Malucelli, a
equipe comandada por Roberto Fernandes conseguiu aplicar, no adversário, o que
ficou conhecido como "nó tático". Com o resultado, o Rubro-negro seguiu no G-4
da Série B do Campeonato Brasileiro, com 66 pontos, e perdeu a chance de colocar
um pé na primeira divisão. Bem posicionado, o América dava mostras de que o
paredão formado só seria furado caso um erro individual acontecesse. E foi assim
que o Furacão abriu o placar em cobrança de pênalti, aos 29 minutos da primeira
etapa, com Elias.
Depois do intervalo, o América chegou ao empate com Pingo, que havia acabado de entrar, aos 30 minutos aproveitando cruzamento de Thiago Galhardo para estragar a festa do torcedor atleticano. Na próxima rodada, o Atlético Paranaense enfrenta o ASA, sexta-feira, no Estádio Coaracy Fonseca, em Arapiraca. Já o América-RN terá pela frente o Criciúma, outra equipe que briga pelo acesso à elite do futebol nacional, sábado, no Estádio Nazarenão, em Goianinha.
OS GOLS
O Rubro-negro tomou a iniciativa da partida desde os primeiros movimentos, tentado passar pela forte marcação potiguar. O ferrolho armado por Roberto Fernandes também servia para que o América saísse com tranquilidade e criasse oportunidades. Por volta dos 15 minutos, Michel - de cabeça - mandou a bola no travessão Rubro-Negro. O castigo veio aos 28 minutos, Marcelo foi derrubado por Cléber na área e o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, Elias mostrou categoria para abrir o placar.
Na etapa final, nenhuma novidade nas equipes. Com a bola rolando, aos dois minutos, Wellington Saci deixou a marcação para trás e cruzou fechado para boa saída de Dida. De longe, aos seis minutos, João Paulo mandou um petardo, à direita da meta. Aos 14 minutos, Cleberson desviou na área e acertou a trave. No rebote, Elias foi travado no momento do chute. A mexida do América deu certo. Aos 30 minutos, Pingo recebeu de Thiago Galhardo e empurrou para as redes.
Alvirrubro é condenado no STJ por crime de racismo
O América foi condenado a pagar uma indenização no valor de R$ 2 mil, a um policial militar que teria sido chamado de "macaco", pelo ex-jogador do clube, Ivo, que teve uma rápida passagem pela equipe alvirrubra no campeonato potiguar de 2008. A ação vinha correndo na Justiça desde o acontecido, mas, só ontem o Superior Tribunal de Justiça deu o parecer favorável ao policial, que teve seu nome preservado.
O ministro Luis Felipe Salomão rejeitou o pedido Alvirrubro para reavaliação do caso. Segundo o magistrado, legalmente o pedido não poderia ser atendido uma vez que exigiria reexame de fatos e provas, vedado ao STJ pela Súmula 7. Desta forma, fica mantida a decisão proferida pela Justiça potiguar.
No entanto, de acordo com Klebet Cavalcanti, vice-presidente jurídico americano, a direção americana deve se reunir ainda essa semana para saber que decisão tomar.
"Temos três caminhos para seguir: entrar com outro recurso, entrar com um agravo de instrumento ou deixar transitar em julgado, para depois, tentar um acordo com o policial. Mas, como recebi esse comunicado apenas hoje (ontem), ainda vou me reunir com o presidente do clube, Alex Padang e também com o pessoal do financeiro, para tomarmos alguma decisão em relação a esse caso", explicou Klebet Cavalcanti.
A briga judicial já se arrasta há quatro anos. Na primeira instância o América saiu ileso do caso, uma vez que o juiz considerou o clube como parte ilegítima do processo afirmando que no momento da ofensa o jogador estava fora do campo de jogo e não estava atuando.
Inconformado com a decisão, o advogado do policial recorreu com a tese de "responsabilização civil do patrão por ato de seu contratado".
Para o TJRN, "o uso de expressões injuriosas, por jogador de futebol, no decorrer da partida é passível de gerar indenização por danos morais, quando possuem conotações racistas". A indenização foi fixada em R$ 2 mil, mais juros de mora de 1% ao mês a contar da data do evento e correção a contar do julgamento da apelação, em setembro de 2010.
A decisão do TJRN não é inédita na Justiça brasileira. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, em 2010, já havia confirmado a condenação do Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, ao pagamento de indenização por danos morais em razão de ofensas racistas praticadas por jogadores de seu time contra o árbitro, em 2006.
O CASO
A partida em que o atleta Ivo chamou um policial militar de "negro e macaco" foi realizada no Estádio Nogueirão, em Mossoró, no dia 21 de abril de 2008, entre Potiguar e América pelas semifinais do Campeonato Estadual.
O América venceu por 3 a 2, mas como havia perdido o primeiro confronto por 3 a 0, em pleno Machadão, o Potiguar se classificou para fazer a final com o ABC. O Potiguar também conquistou a vaga para a Copa do Brasil de 2009.
A confusão envolvendo o volante Ivo, ex-Coritiba, ocorreu aos 30 minutos do primeiro turno, quando o árbitro da partida, Reinaldo Gomes, voltou atrás a marcação de um pênalti favorável ao América. Ivo reclamou do árbitro e foi expulso. Ao ser retirado de campo foi preso por ter chamado o policial militar de "negro e macaco". O jogador recebeu voz de prisão, foi algemado e levado para a Delegacia de Plantão.
O delegado Caetano Baumann disse na época que "o jogador fez o xingamento no decorrer da partida, mas correu para o meio do campo e os policiais preferiram não atrapalhar o andamento do jogo. Mas ele ia ser preso de qualquer jeito, estávamos esperando o intervalo ou o final da partida. Quando ele foi expulso aproveitamos para detê-lo."
Depois do intervalo, o América chegou ao empate com Pingo, que havia acabado de entrar, aos 30 minutos aproveitando cruzamento de Thiago Galhardo para estragar a festa do torcedor atleticano. Na próxima rodada, o Atlético Paranaense enfrenta o ASA, sexta-feira, no Estádio Coaracy Fonseca, em Arapiraca. Já o América-RN terá pela frente o Criciúma, outra equipe que briga pelo acesso à elite do futebol nacional, sábado, no Estádio Nazarenão, em Goianinha.
OS GOLS
O Rubro-negro tomou a iniciativa da partida desde os primeiros movimentos, tentado passar pela forte marcação potiguar. O ferrolho armado por Roberto Fernandes também servia para que o América saísse com tranquilidade e criasse oportunidades. Por volta dos 15 minutos, Michel - de cabeça - mandou a bola no travessão Rubro-Negro. O castigo veio aos 28 minutos, Marcelo foi derrubado por Cléber na área e o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, Elias mostrou categoria para abrir o placar.
Na etapa final, nenhuma novidade nas equipes. Com a bola rolando, aos dois minutos, Wellington Saci deixou a marcação para trás e cruzou fechado para boa saída de Dida. De longe, aos seis minutos, João Paulo mandou um petardo, à direita da meta. Aos 14 minutos, Cleberson desviou na área e acertou a trave. No rebote, Elias foi travado no momento do chute. A mexida do América deu certo. Aos 30 minutos, Pingo recebeu de Thiago Galhardo e empurrou para as redes.
Alvirrubro é condenado no STJ por crime de racismo
O América foi condenado a pagar uma indenização no valor de R$ 2 mil, a um policial militar que teria sido chamado de "macaco", pelo ex-jogador do clube, Ivo, que teve uma rápida passagem pela equipe alvirrubra no campeonato potiguar de 2008. A ação vinha correndo na Justiça desde o acontecido, mas, só ontem o Superior Tribunal de Justiça deu o parecer favorável ao policial, que teve seu nome preservado.
O ministro Luis Felipe Salomão rejeitou o pedido Alvirrubro para reavaliação do caso. Segundo o magistrado, legalmente o pedido não poderia ser atendido uma vez que exigiria reexame de fatos e provas, vedado ao STJ pela Súmula 7. Desta forma, fica mantida a decisão proferida pela Justiça potiguar.
No entanto, de acordo com Klebet Cavalcanti, vice-presidente jurídico americano, a direção americana deve se reunir ainda essa semana para saber que decisão tomar.
"Temos três caminhos para seguir: entrar com outro recurso, entrar com um agravo de instrumento ou deixar transitar em julgado, para depois, tentar um acordo com o policial. Mas, como recebi esse comunicado apenas hoje (ontem), ainda vou me reunir com o presidente do clube, Alex Padang e também com o pessoal do financeiro, para tomarmos alguma decisão em relação a esse caso", explicou Klebet Cavalcanti.
A briga judicial já se arrasta há quatro anos. Na primeira instância o América saiu ileso do caso, uma vez que o juiz considerou o clube como parte ilegítima do processo afirmando que no momento da ofensa o jogador estava fora do campo de jogo e não estava atuando.
Inconformado com a decisão, o advogado do policial recorreu com a tese de "responsabilização civil do patrão por ato de seu contratado".
Para o TJRN, "o uso de expressões injuriosas, por jogador de futebol, no decorrer da partida é passível de gerar indenização por danos morais, quando possuem conotações racistas". A indenização foi fixada em R$ 2 mil, mais juros de mora de 1% ao mês a contar da data do evento e correção a contar do julgamento da apelação, em setembro de 2010.
A decisão do TJRN não é inédita na Justiça brasileira. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, em 2010, já havia confirmado a condenação do Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, ao pagamento de indenização por danos morais em razão de ofensas racistas praticadas por jogadores de seu time contra o árbitro, em 2006.
O CASO
A partida em que o atleta Ivo chamou um policial militar de "negro e macaco" foi realizada no Estádio Nogueirão, em Mossoró, no dia 21 de abril de 2008, entre Potiguar e América pelas semifinais do Campeonato Estadual.
O América venceu por 3 a 2, mas como havia perdido o primeiro confronto por 3 a 0, em pleno Machadão, o Potiguar se classificou para fazer a final com o ABC. O Potiguar também conquistou a vaga para a Copa do Brasil de 2009.
A confusão envolvendo o volante Ivo, ex-Coritiba, ocorreu aos 30 minutos do primeiro turno, quando o árbitro da partida, Reinaldo Gomes, voltou atrás a marcação de um pênalti favorável ao América. Ivo reclamou do árbitro e foi expulso. Ao ser retirado de campo foi preso por ter chamado o policial militar de "negro e macaco". O jogador recebeu voz de prisão, foi algemado e levado para a Delegacia de Plantão.
O delegado Caetano Baumann disse na época que "o jogador fez o xingamento no decorrer da partida, mas correu para o meio do campo e os policiais preferiram não atrapalhar o andamento do jogo. Mas ele ia ser preso de qualquer jeito, estávamos esperando o intervalo ou o final da partida. Quando ele foi expulso aproveitamos para detê-lo."
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