sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Mais de 17% do efetivo da PM está cedido a órgãos públicos

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PM
Atualmente, mais de 17% do efetivo da Polícia Militar do Rio Grande do Norte está à disposição de outros órgãos públicos. Dados extraoficiais, aos quais a TRIBUNA DO NORTE do Norte teve acesso apontam que dos 10 mil
militares, 1.776, entre oficiais e praças, estão cedidos para diversos órgãos da administração pública, como Ministério Público, Detran, Assembleia Legislativa, Gabinete Civil do Govenro do Estado, Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social e Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc) para guarda nos presídios e nos Centros de Detenção Provisória  (CDPs).
Excluindo a Sejuc e Sesed, que são áreas de segurança, os maiores quantitativos estão disponibilizados para Gabinete Civil da Governadoria (144); Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (145); Fundac (107) e Assembleia Legislativa (51). Ontem, 30 policiais que estavam à serviço do TJRN foram devolvidos ao Comando Geral da Polícia Militar.
A iniciativa, de acordo com o presidente do TJRN, desembargador Aderson Silvino, faz parte de um processo de substituição gradativa dos 145 policiais militares a serviço do Poder Judiciário potiguar pelo serviço de segurança privada. O Coronel Francisco Araújo, comandante geral da PMRN, afirmou que espera que a inciativa do TJRN sensibilize os gestores do outros órgãos públicos a fazerem o mesmo. “Os policiais que não estão desempenhando suas atividades fins deveriam ser devolvidos”, disse.
Neste primeiro momento foram devolvidos oito oficiais e 22 praças. Eles estavam lotados na sede do TJRN e a serviço do Tribunal do Júri. “No Tribunal de Júri, por exemplo, nós tínhamos seis policiais militares à disposição, mas não temos sessões todos os dias, então não há necessidade de policiais à disposição permanentemente. Quando houver uma sessão nós vamos solicitar ao comando da PM que disponibilize os policiais”, afirmou o desembargador Aderson Silvino.
Com a devolução dos policiais, o TJRN irá ampliar o número de vigilantes de empresa privada prevista em licitação realizada ainda no ano passado. Agora, apenas três oficiais permanecerão cedidos ao TJRN, incluindo o chefe do Gabinete Militar, coronel PM Joselito Paiva, e dois ajudantes de ordem da presidência. O presidente do TJRN explicou que a devolução foi uma meta estabelecida no Plano de Gestão Estratégica e que vai devolver todos os policiais militares que atuam no serviço de guarda até o fim de sua gestão. (Fernanda Zauli - Repórter)

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