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Projeto da Emparn viabiliza plantio de feijão e milho às margens de açude.Município de Caicó está em estado de calamidade por conta da seca, destacou o G1 RN.
Com as primeiras chuvas deste ano, a
previsão é de que o tempo continue nublado em algumas regiões do Rio
Grande do Norte. De acordo com o meteorologista da Emparn, Gilmar
Bistrot, por essa semana, as chuvas devem continuar com bastante
intensidade.”A justificativa para esse clima é a presença de uma zona de
convergência intertropical na região Nordeste, o que favorece a criação
de nuvens em locais mais áridos e consequentemente o surgimento das
chuvas”, explica o meteorologista.
G1 RN
Projeto da Emparn viabiliza plantio de feijão e milho às margens de açude.Município de Caicó está em estado de calamidade por conta da seca, destacou o G1 RN.
Seu Manoel Dias explica como cultiva batata, feijão e milho às margens do açude (Foto: Jocaff Souza/G1)
Mais um período chuvoso se aproxima e a
esperança de precipitações no sertão do Rio Grande do Norte parece não
ter fim. A seca que assola o município de Caicó, principal cidade da
região Seridó do estado, preocupa agricultores e especialistas em
meteorologia.
Ano passado choveu apenas 185mm em
Caicó e para o gerente da Emparn em Caicó, José Augusto Filho, a seca de
2012 foi uma das mais severas para o homem do campo. No entanto, a
expectativa é de que a situação possa melhorar.
“Tivemos uma seca muito dura no ano
passado e muitos agricultores perderam o que plantaram. Para este ano, a
situação tende a melhorar, já que há indícios no clima de que as chuvas
estão por vir”, conta o gerente da Emparn em Caicó.
No mês de janeiro deste ano, foram
registrados 31 milímetros de chuva em Caicó, segundo a Emparn. Contudo,
as chuvas ainda estão esparsas, sem o fechamento completo das nuvens. Em
alguns pontos da cidade, como em bairros e comunidades periféricas,
ainda não foram registradas chuvas.
O gerente da Emparn em Caicó explica
que devido a falta de chuvas, muitos agricultores perderam tudo que
plantaram, como também os criadores de gado, já que não tinham comida
para dar aos animais. A solução encontrada por eles foi a mudança no
local dos pastos e das áreas de plantio para os principais cultivos,
como feijão, milho e batata.
“Com a seca, alguns agricultores estão
plantando nas margens de pequenos riachos e açudes, utilizando
basicamente o cultivo de milho, feijão e batata. Outros que possuem
animais, plantam o capim elefante (de corte), que serve como alimento
para o gado”, conta José Augusto Filho.
Alternativa eficaz
Em Caicó, uma parceria entre a Emparn e
um grupo de agricultores, faz com que a situação melhore para quem
sofre com os tormentos da seca. São 210 agricultores, que receberam uma
vazante, que é um pequeno trecho de terra, às margens do açude Mundo
Novo, com uma extensão de 20×100 metros. A forma utilizada pelos
agricultores é plantar na beira da água. A medida que o nível sobe, eles
se apressam para realizar a colheita e fazer um novo plantio.
José Augusto Filho explica que as
chuvas registradas na última quinta-feira animaram os agricultores,
mesmo sendo em pouca quantidade.”Desde a última quinta-feira, as chuvas
estão caindo aqui em Caicó, mas ainda são muitos esparsas. A expectativa
é de que essas precipitações possam vir em maior intensidade e ajudem o
homem do campo”, conta.
Quem espera ansiosamente as chuvas é o
agricultor Manoel Dias. Com 60 anos de idade, muitos deles passados no
campo, Seu Manoel explica que a situação já esteve pior e que ficou por
um período sem saber o que ter na mesa para comer
Ele é um dos tantos que fazem parte da
parceria com a Emparn, às margens do açude Mundo Novo. Seu Manoel
plantou feijão, milho e batata há pouco mais de um mês, e espera que nos
próximos dias já possa realizar a primeira colheita.
“Eu rezo para que o nível do açude
suba e que os próximos três meses de inverno, possa chover todos os
dias. Agora, com essa pequena chuva, a gente já fica animado. Espero
colher tudo antes de junho, para que no São João, eu possa comer o milho
que plantei”, planeja Seu Manoel.
Situação semelhante vive o criador de
animais José Francisco Dantas. Ele tem uma pequena criação de gado e
conta que por conta do grande período de seca, precisou ir a outro
município para conseguir capim para alimentar seus animais.
“Possuo 40 cabeças de gado e não
deixei morrer nenhuma, porque tive que conseguir o capim para alimentar
os animais em outra cidade. Foi um sacrifício muito grande. Mesmo
plantado às margens de um açude ou um riacho, o capim de hoje está seco e
pequeno e não tem outro jeito de alimentar o gado, porque se for para
comprar nos armazéns, fica muito caro”, explica o criador de gado.
Previsão animadora
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