Luiz Paulo Montes
Do UOL, em São Paulo
Andrade conversa com Jorginho em recente visita ao CT Ninho do Urubu
.No dia 19 de dezembro, Andrade passou por uma artroscopia no joelho esquerdo. Cinco dias depois, entrou na piscina de seu apartamento para tentar acelerar o processo de recuperação, com fisioterapia. O problema é que o cloro impediu a cicatrização e causou uma infecção no corte. Com febre de 42 graus, foi internado no Rio de Janeiro. Ali, começavam os problemas.
Veja fotos de ídolos do passado
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#uolbr_tagAlbumEmbed('tagalbum','52804', '')"Foram os momentos mais difíceis da minha vida, sem dúvida. Eu corri sérios riscos de morrer, depois de perder a perna. Ainda um rim parou, o fígado parou... Era uma coisa atrás da outra. Muita coisa passou pela minha cabeça, na verdade. O medo de acontecer qualquer coisa, de uma infecção generalizada.. Foi difícil, mas agora o pior já passou. Só preciso recuperar meu joelho, que ficou de lado com todos esses problemas", afirmou o treinador, ao UOL Esporte.
Na reta final de sua recuperação, Andrade acredita que em 20 dias estará pronto para aceitar algum convite de trabalho. Desempregado desde o fim do Campeonato Carioca do ano passado, quando dirigiu o Boavista, ele recebeu três propostas durante o período conturbado, de equipes de menor expressão, mas não pode aceitá-los.
Para piorar, o Flamengo, clube pelo qual ele foi 'revelado' como treinador e conquistou o título nacional em 2009, ainda o deve uma boa quantia - o UOL Esporte apurou que o valor gira em torno de R$ 500 mil - um mês de salário, premiação pela conquista, além de direitos trabalhistas por ele ter sido mandado embora. Tudo isso, dívida da gestão anterior, liderada pela presidente Patrícia Amorim. Neste período, aliás, Andrade ficou dois anos sem ir à Gávea, por má relação com os dirigentes.
"Eu não tinha ambiente para frequentar a Gávea, não me sentia bem. Por isso, evitava passar lá, pois ia ficar deprimido. Ficaram alguns valores em abertos, eles tentaram um acordo, mas que só era bom para eles, e não para mim. Esperei um ano, e no ano passado tomei uma atitude. Não entrei com ação, processo, nem nada disso. Mas fizemos um acordo em juízo e agora estou esperando. A nova gestão já se mostrou disposta a me pagar", completou o comandante, que no mês passado voltou a frequentar o clube, onde, inclusive, realiza sua fisioterapia.
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