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Deu n'O Jornal de Hoje...
As investigações iniciadas na operação Sinal Fechado não ameaçam apenas
empresários envolvidos no suposto esquema de fraude em contrato para a
instalação da inspeção veicular no Rio Grande do Norte, e políticos,
como os ex-governadores Iberê Ferreira e Wilma de Faria, além do
suplente de senador João Faustino. A apuração documental e de
depoimentos que resultaram na denúncia ofertada pelo Ministério Público
do RN também resultou em uma reclamação disciplinar no Conselho Nacional
de Justiça (CNJ) contra o desembargador Francisco Saraiva Dantas
Sobrinho por envolvimento com o grupo considerado criminoso. Tanto é
assim que já neste mês, o corregedor do CNJ, Francisco Falcão, já
solicitou aos envolvidos – e ao magistrado – que se manifeste dentro de
um prazo de 10 dias para que o processo siga adiante.
A
ação está com o ministro Francisco Falcão, corregedor do CNJ. O
despacho onde ele solicita as informações foi publicado no dia 17 de
abril. Segundo uma fonte do Tribunal de Justiça, o documento
foi enviado para o juiz federal diretor do Foro da secção de Natal, e a 6a Vara Criminal da capital, onde o processo contra os demais acusados tramita.Entre as informações pedidas estão os processos que tramitam nos últimos cinco anos contra Gilmar de Carvalho, conhecido como Gilmar da Montana, a empresa dele e o advogado George Olimpio, acusado como líder do esquema da Sinal Fechado. Os dois seriam alguns dos beneficiados pelas decisões com suspeita de favorecimento de Saraiva Sobrinho.
foi enviado para o juiz federal diretor do Foro da secção de Natal, e a 6a Vara Criminal da capital, onde o processo contra os demais acusados tramita.Entre as informações pedidas estão os processos que tramitam nos últimos cinco anos contra Gilmar de Carvalho, conhecido como Gilmar da Montana, a empresa dele e o advogado George Olimpio, acusado como líder do esquema da Sinal Fechado. Os dois seriam alguns dos beneficiados pelas decisões com suspeita de favorecimento de Saraiva Sobrinho.
Falcão
solicita também se o desembargador participou de alguma decisão
favorável ao consórcio Inspar quando o mesmo era questionado pelo MP
antes da deflagração da operação. Por último, o ministro solicita que
seja informado o período e o setor em que Edson Jose Ferreira estava
lotado no Tribunal de Justiça, e outros, e ao Superior Tribunal de
Justiça (STJ) para informar se há processos contra o desembargador.O
ministro Francisco Falcão comenta ainda ao final do despacho que o
pedido de afastamento dos magistrados, solicitado pelo MP ainda no ano
passado, quando foi formulada a denúncia, só será analisando com uma
eventual abertura do processo administrativo disciplinar contra ele,
analisado após a coleta de informações nessa reclamação contra o
magistrado. O ministro estabeleceu 5 de junho como prazo para levar a
plenário se afasta ou não o desembargador potiguar.
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