sexta-feira, 19 de abril de 2013

Empresa de bilionário é investigada em suposto cartel da farinha de trigo

Do UOL, em São Paulo Francisco Ivens Dias Branco é considerado o homem mais rico do Nordeste, segundo ranking da 'Forbes'
  • Francisco Ivens Dias Branco é considerado o homem mais rico do Nordeste, segundo ranking da 'Forbes'
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) realizou nesta quarta-feira (17) operação de busca a apreensão de documentos em quatro capitais do Nordeste durante as investigações de um cartel no mercado de farinha de trigo.
Entre as empresas investigadas, está a M.Dias Branco, que pertence ao bilionário Francisco Ivens Dias Branco, considerado o homem mais rico do Nordeste, com uma fortuna estimada em US$ 4,4 bilhões.

A empresa possui ações na Bolsa, e é líder nacional na fabricação e venda de biscoitos e massas alimentícias.
A M. Dias Branco anunciou hoje que recebeu em sua sede e em duas de suas filiais a visita de servidores do Cade que realizaram busca e apreensão de alguns documentos e arquivos magnéticos.
A operação ocorreu após o Cade receber denúncias de que havia reuniões frequentes entre diretores de empresas de moagem e distribuição de farinha de trigo. O objetivo dessas reuniões seria o de negociar preços, condições de venda e dividir o mercado.
As ações de busca aconteceram em Maceió, Fortaleza, Natal e Recife. Ao todo, 15 mandados foram cumpridos. Setenta policiais rodoviários, 39 servidores do Cade, 28 oficiais de Justiça, 16 peritos da Polícia Federal e dois integrantes do Ministério Público foram mobilizados.

Preço da farinha subiu 22% em um ano

O Nordeste é responsável por aproximadamente um quarto da produção nacional de farinha, produto essencial para a fabricação de pães, massas, doces e biscoitos.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a farinha de trigo ficou, em média, 22% mais cara no país no último ano.

M. Dias Branco se defende

De acordo com a M. Dias Branco, a autorização para a retirada de documentos e arquivos foi concedida pelo Juízo da 6ª Vara Federal do Ceará e objetiva "a instrução do citado inquérito, que envolve fatos supostamente ocorridos em 2007 e 2008".
A companhia afirma em comunicado que "a despeito da estranheza quanto à forma como as informações foram colhidas, forneceu todos os documentos e entregou todos os arquivos que os servidores do Cade entenderam requerer, em inteiro cumprimento à decisão judicial".
"A companhia reitera a ausência de qualquer tipo de irregularidade em suas operações", completou o comunicado.

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