quarta-feira, 29 de maio de 2013

Ben-Hur, ídolos e beijinhos

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Foto: Música do Gol 
Jogadores de futebol de hoje beijam escudos de time quando assinam seus contratos.
Mafiosos traídos beijam seus inimigos no rosto em protesto pela quebra do Omertà, o compromisso de jamais usar a delação.

Quem quebra o Omertà, geralmente amanhece afogado num rio, acaba peneirado de bala de fuzil ou é “suicidado” de alguma ponte de 200 metros de altura.
Jogadores e clubes de futebol mantêm relação de amor em cifrão.
Quando começa é meu bem pra cá, meu bem pra lá.
Quando termina, meus bens pra cá, meus bens pra lá.
O ABC conseguiu vencer uma longa batalha judicial contra seu xerife de até dois anos passados, Ben-Hur. A sentença livra o alvinegro de pagar uma grana alta alegada pelo jogador, tratado como rei até a estrada da grana acabar.
Beijinho de jogador de futebol em escudo é até pior que quebra de Omertà.
Idolatria a qualquer boleiro razoável é cegueira e ingratidão.
Ben-Hur nunca foi mais zagueiro que Edson Capitão, Ivan Matos, Pradera, Toté, Joel Celestino, Alexandre Mineiro, Romildo, Sérgio Poti, Cláudio Oliveira, Marcão, Mário César.
Eles nunca foram de beijar escudo.
Nem mereceram( quase todos), festivas posteridades.
Omertà? De jeito nenhum com eles.


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