terça-feira, 21 de maio de 2013

Delegado sobre morte de advogado: “sem perícia, é difícil de trabalhar”

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Roberto Andrade diz que algumas medidas só podem ser tomadas com a chegada dos laudos (Foto: Paulo de Sousa)

As investigações sobre a execução do advogado criminalista Antônio Carlos de Souza Oliveira estão caminhando, mas, para o delegado Roberto Andrade, da Delegacia Especializada de Homicídios, há ainda um empecilho importante a ser vencido: “sem a perícia, fica difícil de trabalhar”, reclama ele. Isso porque, os laudos técnicos de local do crime e do exame cadavérico ainda não foram entregues a ele pelo Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep).


“As linhas de investigação caminham lado a lado com a perícia. Só podemos tomar certas providências quando esses laudos chegarem, pois alguma suspeitas são confirmadas com eles”, explica Roberto Andrade sobre a necessidade da urgência de se receber esses documentos. “Mas já entrei em contato com os peritos e, se tudo der certo, ainda nesta semana terei esses relatórios”. O delegado ressalta que não basta conversas com os peritos para se adiantar as investigações. “Não posso confiar em rascunhos. Tenho de ter documentos assinados. Rascunhos não servem de nada juridicamente. Até porque, o que um legista anota num rascunho pode mudar totalmente até a conclusão do laudo”.

Roberto Andrade diz ainda que chegou à sua equipe a informação de que a Fiat Doblô prata, supostamente usada pelo assassino de Antônio Carlos para fugir do local do crime, estaria circulando pela cidade de São Paulo do Potengi. “Mas isso ainda precisamos confirmar”. Entre as linhas de investigações trabalhadas, a mais forte ainda é a da insatisfação de um suposto cliente de Antônio Carlos que teve uma causa perdida pelo advogado, mesmo tendo pago valores altos de honorários. Outra linha forte, a de que o criminalista teria se envolvido afetivamente com a mulher de um presidiário também não foi descartada. “Ainda não checamos nada sobre essa linha, mas ainda iremos atrás”, confirma o delegado.

Roberto Andrade alega ainda não ter colhido o depoimento da esposa do advogado. Porém, ele acredita que isso vá acontecer nesta semana. “O depoimento dos familiares talvez não influenciem muito, por isso tenho me dedicado a ouvir as pessoas que estavam no bar no momento do crime. Ali está a base da investigação”.

Antônio Carlos foi morto a tiros no banheiro do Binos Bar, na zona Oeste de Natal, no último dia 9. De acordo com a polícia, o suspeito teria conseguido escapar do local do crime em uma Fiat Doblô prata. O advogado era conselheiro da OAB/RN e um dos criminalistas mais atuantes no Rio Grande do Norte. 
Fonte; Portal no Ar

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