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O secretário de ciência e tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos
Gadelha, disse nesta segunda-feira a uma plateia de empresários e
especialistas do setor sanitário que o plano do governo federal de
importar médicos estrangeiros para atuar em cidades do interior e em
periferias de grandes centros urbanos com carência de profissionais “não
tem volta” e que se trata de um tema que “não deve ser encarado como um
dogma”. A fala do economista Gadelha é um recado para entidades médicas
que têm se manifestado contrariamente à medida.
Como argumento, Gadelha listou países desenvolvidos que contratam médicos estrangeiros para garantir que atendimento básico de saúde não seja prejudicado. “Dos médicos que trabalham hoje no Brasil, temos 1,9% de estrangeiros. Na Austrália essa taxa é de 30%, no Reino Unido, que tem um modelo parecido com o Sistema Único de Saúde, o percentual é de 27%, nos Estados Unidos, de 25%, e no Canadá, de 24%. Portanto, não dá para ficar cego diante dos dados, o tema não pode ser tratado como dogma, mas sim como uma política pública que pode melhorar o acesso à saúde, um direito garantido pela nossa Constituição”, disse Gadelha. “A média de médicos no país é baixa, de 1,95 profissionais para cada mil habitantes. Além disso, temos uma péssima distribuição desse contingente: 22 Estados estão abaixo da média nacional”.
O técnico do Ministério da Saúde substitui o ministro Alexandre Padilha no seminário “Saúde – Desafios de Hoje e Amanhã”, organizado pelo jornal Valor em São Paulo. Padilha, que tinha participação confirmada no evento, cancelou de última hora a pedido da presidente Dilma Rousseff, que vai debater com prefeitos e governadores, em Brasília, o problema da falta de médicos no país.
O plano do governo para suprir a carência de médicos no país é trazer seis mil profissionais estrangeiros para atuar somente na rede pública e, principalmente, na atenção básica de cidades do interior do país e periferias. “Pelo menos 700 municípios do Brasil não têm sequer um médico”, acrescentou Gadelha, que mencionou as recentes manifestações ocorridas no país e disse que a melhoria dos serviços de saúde pública devem ser endereçadas pelos governos federal, estaduais e municipais em parceria com o setor privado.
Fonte: Valor
Como argumento, Gadelha listou países desenvolvidos que contratam médicos estrangeiros para garantir que atendimento básico de saúde não seja prejudicado. “Dos médicos que trabalham hoje no Brasil, temos 1,9% de estrangeiros. Na Austrália essa taxa é de 30%, no Reino Unido, que tem um modelo parecido com o Sistema Único de Saúde, o percentual é de 27%, nos Estados Unidos, de 25%, e no Canadá, de 24%. Portanto, não dá para ficar cego diante dos dados, o tema não pode ser tratado como dogma, mas sim como uma política pública que pode melhorar o acesso à saúde, um direito garantido pela nossa Constituição”, disse Gadelha. “A média de médicos no país é baixa, de 1,95 profissionais para cada mil habitantes. Além disso, temos uma péssima distribuição desse contingente: 22 Estados estão abaixo da média nacional”.
O técnico do Ministério da Saúde substitui o ministro Alexandre Padilha no seminário “Saúde – Desafios de Hoje e Amanhã”, organizado pelo jornal Valor em São Paulo. Padilha, que tinha participação confirmada no evento, cancelou de última hora a pedido da presidente Dilma Rousseff, que vai debater com prefeitos e governadores, em Brasília, o problema da falta de médicos no país.
O plano do governo para suprir a carência de médicos no país é trazer seis mil profissionais estrangeiros para atuar somente na rede pública e, principalmente, na atenção básica de cidades do interior do país e periferias. “Pelo menos 700 municípios do Brasil não têm sequer um médico”, acrescentou Gadelha, que mencionou as recentes manifestações ocorridas no país e disse que a melhoria dos serviços de saúde pública devem ser endereçadas pelos governos federal, estaduais e municipais em parceria com o setor privado.
Fonte: Valor
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