Juíza explica decisão sobre Telexfree e aguarda ação civil do MP
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A juíza Thaís Khalil, da 2ª Vara Cível de Rio Branco, capital
do Acre, explicou a decisão sobre a suspensão de pagamentos e novas
adesões ao Telexfree. De acordo com a magistrada, há indícios de
pirâmide financeira e a decisão tem efeito emo Brasil. Porém, a juíza
explicou que o Ministério Público terá que encaminhar em até 30 dias uma
ação civil pública sobre o caso.
Após conceder
a liminar na ação cautelar preparatória do Ministério Público acreano, a
juíza explicou que, por se tratar de direitos coletivos, a suspensão
ocorre para os divulgadores (como são chamadas as pessoas que aderiram
ao Telexfree) de todo o país.
"Como nós estamos
tratando de direitos coletivos, essa decisão tem efeito em todo o
território nacional, já que a atuação da empresa é em todo o país",
explicou a juíza.
No entendimento da
magistrada, há indícios de pirâmide financeira, o que é proibido por
lei. Por isso, houve a determinação da paralisação de novos cadastros e
distribuição dos pagamentos aos divulgadores. Apesar disso, é
necessário, segundo a magistrada, que o MP impetre a ação civil pública
sobre o caso.
"É
uma ação (a atual) pela urgência, que prepara. O Ministério Público tem
30 dias para ajuizar essa ação civil pública. Se não ajuizar nesse
prazo, (a decisão) perde efeito", disse a magistrada.
Apesar
da suspensão dos cadastramentos e pagamentos, a juíza Thaís Khalil não
acatou todos os entendimentos do MP. Ela não entende que há uma relação
de consumo, ao contrário do Ministério Público do Acre.
"Até
pode haver (consumo) porque alguns consomem o serviço Voip, mas não é
uma relação de consumo. É uma relação complexa. A relação predominante
não é de consumo. No meu entendimento, a ação principal é de buscar
novos divulgadores e também publicar anuncios", opinou a magistrada.
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