Os últimos acontecimentos nas principais capitais brasileiras com o povo indo as ruas em protesto pelo reajuste nas passagens de ônibus e também contra a corrupção, a impunidade, o descaso com a segurança, saúde, educação e outros quitais, demonstra isso claramente.
O site Congresso em Foco fala isso hoje claramente. Segundo o portal, os cinco mil manifestantes que ocuparam o gramado, as laterais e até o teto do Congresso Nacional na última segunda-feira motivaram uma série de críticas feitas pelos próprios parlamentares no dia seguinte ao inédito protesto em Brasília. Enquanto deputados subiram um a um à tribuna da Câmara para fazer uma autocrítica dos trabalhos do Legislativo, senadores ponderaram as dificuldades de lidar com um movimento horizontal, sem lideranças óbvias e organizadas via internet.
A verdade é que a classe política está perplexa com o que está ocorrendo.
Com o funcionamento normal, deputados e senadores usaram a tribuna das duas Casas para se manifestar sobre o que aconteceu no dia anterior. Na Câmara, em um dia que a falta de acordo resultou no encerramento da sessão plenária sem votações, muitas críticas ao atual modelo político, à passividade do Legislativo ante o Executivo e discussões entre governistas e oposicionistas. Do outro lado do prédio, senadores tinham uma outra visão. Ressaltavam o movimento, mas apontavam a dificuldade de conversar com líderes e integrantes, diz o Congresso em Foco.
- É importante localizar que nessa mobilização está uma crítica à omissão desta Casa. Este plenário foi invadido por índios pedindo uma legislação que defendesse os seus direitos. Esta é uma Casa que tem votado a favor dos ricos. Está aí a essência da crítica! Aqui e nas assembleias legislativas, tem-se que fazer uma autocrítica de como estão tratando essas questões”, avaliou o deputado Fernando Ferro (PT-PE), ex-líder do partido na Câmara.
Do mesmo partido, o vice-líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS) aumentou o tom da crítica. Disse que muitas vezes o Congresso é pautado por interesses corporativos extremamente localizados. Como exemplo, citou a PEC 37, que torna a investigação criminal exclusiva das polícias judiciárias. “Nós temos sido pautados com muita frequência por pautas de interesses corporativos extremamente localizados, que são legítimas e importantes, mas que não devem ser o centro da pauta do Parlamento brasileiro”, disse.
Hoje pela manhã vi no twitter uma declaração certa e consciente:
BANDEIRAS CONCRETAS, PARA ALÉM DO TRANSPORTE, PODEM EVITAR QUE MOVIMENTO #vemprarua SE TRANSFORME EM GRITO P/ SURDOS!
E é isso exatamente que os políticos têm medo!
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Paulo Araújo @pauloara
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