quinta-feira, 11 de julho de 2013

Memorabilia futebolística de um fã

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A “Copa é Nossa” é o tema da próxima exposição do ciclo Privado é Público da Fundação José Augusto. Na mostra, que abre nesta sexta-feira (12) e fica aberta para visitação até o dia 2 de agosto na Galeria Newton  Navarro, o jornalista e chef de cozinha Alexandre Gurgel mostra para todos os apaixonados por futebol sua coleção de memorabília relacionada à história da Copa do Mundo. São mais de 100 itens entre camisetas, miniaturas, revistas, jornais, discos de vinil, selos comemorativos e réplicas das taças Jules Rimet e Fifa.
Ana SilvaExposição A Copa é Nossa faz parte da série Privado é Público 
Exposição A Copa é Nossa faz parte da série Privado é Público

Antes de qualquer coisa, Gurgel se declara apaixonado por futebol desde criança. A origem da obsessão e  do faro de colecionador remonta à um presente que ganhou do pai, o folclorista Deífilo Gurgel, aos 9 anos: um disco de vinil comemorativo da Copa de 1962 e algumas revistas sobre o mundial  de 1950.  “Desde então, não parei mais de colecionar itens relacionados ao futebol e à Copa”, diz Alexandre, que conta com a colaboração de uma rede de colecionadores e amigos para abastecer a coleção. “Hoje, tenho mais de 400 itens em casa. Muitos eu adquiro em viagens ou negocio com  colecionadores via internet. Também tenho amigos que moram fora e me enviam presentes”.

Por mais que seja  dedicado à sua coleção, Gurgel afirma nunca ter cometido uma loucura financeira para obter um item específico. Mas isso não o impede de comemorar a aquisição recente de uma moeda comemorativa original da Copa do Mundo de 1950, “uma verdadeira raridade”, segundo o colecionador.

Outra seção especial do acervo são os discos de vinil comemorativos. Na coleção, Gurgel tem os discos lançados na ocasião dos quatro primeiro títulos conquistados pela seleção brasileira – em 1958, 1962, 1970 e 1994 (em 2002, no ano do Penta, os vinis já haviam saído de moda).

Fora os discos prensado para louvar a seleção canarinho, existem outras curiosidades, como um disco mexicano, prensado especialmente para a Copa de 1970. Há ainda um raro compacto de Wilson Simonal, gravado às vésperas do mundial de 1970, e um outro disco promocional da Taça Independência, também conhecida como a Mini-Copa de 1972 – evento que, por sinal, teve Natal como uma de suas cidades-sede.

Ingressos de jogos de vários campeonatos ao longo das décadas (inclusive um recente, da Copa das Confederações), exemplares raros da revista Fatos & Fotos com a cobertura fotográfica das Copas, réplicas das camisas da seleção, bolas oficiais utilizadas no mundial e um autógrafo de Zico também integram a coleção.

Ana SilvaGurgel: primeiras peças foram um presente do pai Deífilo GurgelGurgel: primeiras peças foram um presente do pai Deífilo Gurgel
Marinho cantor
Entre os muito craques representados na exposição, o potiguar Marinho Chagas tem um lugar de destaque. Considerado o melhor lateral esquerdo do mundo na Copa de 1974, o jogador foi ídolo nacional na seleção, no ABC, Botafogo, Fluminense, entre outros times. Na coleção de Alexandre Gurgel, o craque está representado em fotografias, recortes de jornal, figurinhas e um item curioso, responsável pelo seu corte da seleção brasileira na Copa de 1978: um compacto lançado naquele ano, onde Marinho se arriscou como cantor. “Na época, o treinador da seleção era o Cláudio Coutinho, um militar”, explica Alexandre Gurgel. “Quando saiu esse compacto do Marinho, ele deu uma declaração dizendo que jogador era pra jogar futebol, não pra fazer “essas coisas”. O próprio Marinho diz que foi cortado da seleção por causa disso”.

Após a exposição, a ideia de Alexandre Gurgel é reunir toda a sua coleção em um memorial. O colecionador diz que tem conversado com os poderes municipal e estadual sobre o assunto.   “Não é justo que esse acervo fique restrito à minha casa. Meu desejo é que a população tenha acesso à esses itens”, diz Gurgel. “Tenho conversado sobre a criação de um museu, com a Prefeitura e o Governo do Estado, mas ainda não há nada certo. Quem sabe em uma área especial da Arena das Dunas? É uma ideia”, finaliza.

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