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Josenilde Lopes de Mendonça, 36 anos, ré confessa do assassinato do seu filho de oito meses em fevereiro deste ano, teve a prisão revogada nesta quarta-feira (3). O juiz da da 3ª Vara Criminal, Ricardo Procópio Bandeira de Melo, acatou o pedido do advogado Guillermo Medeiros, que defende a acusada. Ela foi liberada às 11h09 de hoje.
Josenilde Lopes estava presa no complexo penal João Chaves desde o dia 20 de fevereiro. A acusada de matar o próprio filho ficou em cela especial com outras três detentas também acusadas de crimes bárbaros. Uma delas, inclusive, também teria matado o próprio filho.
Josenilde Lopes de Mendonça, 36 anos, ré confessa do assassinato do seu filho de oito meses em fevereiro deste ano, teve a prisão revogada nesta quarta-feira (3). O juiz da da 3ª Vara Criminal, Ricardo Procópio Bandeira de Melo, acatou o pedido do advogado Guillermo Medeiros, que defende a acusada. Ela foi liberada às 11h09 de hoje.
Emanuel Amaral
Mulher que matou o filho ganha liberdade nesta quarta-feira
Josenilde Lopes estava presa no complexo penal João Chaves desde o dia 20 de fevereiro. A acusada de matar o próprio filho ficou em cela especial com outras três detentas também acusadas de crimes bárbaros. Uma delas, inclusive, também teria matado o próprio filho.
A
chegada do alvará de soltura ocorreu por volta das 10h. A família de
Josenilde foi comunicada da soltura e da determinação judicial, que
condiciou a liberdade ao tratamento contra a dependência química da
acusada, que confirmou usar drogas há mais de 20 anos.
"É
bom que se deixe claro, pelo próprio teor dos depoimentos ora colhidos,
que a requerente foi ou é usuária de drogas, e em razão disso impende
que seja aplicada medida cautelar de comparecimento de submissão
obrigatória a tratamento químico-toxicológico através de profissional
para tanto qualificado, cuja evolução clínica, através de laudo, deverá
ser trazida mensalmente ao processo, lembrando que nas primeiras
informações é imperioso que se deixe claro qual o tipo de tratamento
aconselhado pelo profissional que a acompanhará, bem como o local e/ou
clínica de tratamento", disse o juiz Ricardo Procópio na decisão de
liberação.
Apesar da liberação, Josenilde Lopes
continua respondendo ao processo. Caso seja condenada, poderá voltar à
cadeia. Em caso de descumprimento da determinação de fazer tratamento
contra a dependência química, a acusada também poderá ser reconduzida à
detenção.
O caso
O
crime ocorreu no dia 8 de fevereiro, sexta-feira de Carnaval. Sob
efeito de entorpecentes, Josenilde matou o filho asfixiado com um
lençol. Ela disse ter bebido e fumado crack e que só após a crise
percebeu o que tinha feito com o seu filho, resolvendo deixar o
apartamento onde morava sozinha com ele, em Nova Descoberta.
O bebê foi encontrado morto, por outros familiares, na manhã do sábado, dia 9 de fevereiro, enrolado em um lençol sobre a cama do apartamento onde Josenilde morava, no bairro de Nova Descoberta, zona Sul de Natal.
Até a noite da terça-feira (12), quando foi reconhecida por um PM e presa, Josenilde disse que ficou perambulando pelas ruas. Ela foi encontrada próximo ao rio Doce (praia da Redinha, zona Norte de Natal) embriagada, com roupas sujas e rasgadas. Na ocasião, ela disse que estava pensando em se matar.
O bebê foi encontrado morto, por outros familiares, na manhã do sábado, dia 9 de fevereiro, enrolado em um lençol sobre a cama do apartamento onde Josenilde morava, no bairro de Nova Descoberta, zona Sul de Natal.
Até a noite da terça-feira (12), quando foi reconhecida por um PM e presa, Josenilde disse que ficou perambulando pelas ruas. Ela foi encontrada próximo ao rio Doce (praia da Redinha, zona Norte de Natal) embriagada, com roupas sujas e rasgadas. Na ocasião, ela disse que estava pensando em se matar.
Presa, Josenilde Lopes
recebeu ameaças de morte nas unidades prisionais em que ficou custodiada
e só foi levada para o complexo penal João Chaves no dia 20 de
fevereiro, onde ficou em cela especial com outras detentas também
acusadas de crimes reprovados até pelas próprias detentas da unidade.
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