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“Quando os agentes saem para
fazer uma intimação, tranco o cadeado da delegacia”. A revelação é parte do
desabafo feito pela delegada Taís Aires Telino. Atuando há um ano como titular
da Delegacia de Polícia de Santana do Matos, na região Central, ela é
responsável por mais dois municípios e conta com uma equipe formada por três
agentes e nenhum escrivão. “Nunca tive um”, acrescenta. Taís publicou sua
denúncia em uma rede social. Nesta sexta-feira (2), ela concedeu entrevista ao
G1 na sede da Associação de Delegados da Polícia Civil (Adepol). "Muitas
investigações param por falta de estrutura", disse ela. “Já pensei em
desistir, mas amo o que faço. Não sou mulher de pular do barco”, emendou.
Segundo a delegada, os principais problemas enfrentados por ela
são a falta de estrutura e de pessoal. “E o meu caso não é o mais grave. Há
cidades onde só há um delegado e um agente”, afirma. Por meio da assessoria de
imprensa, a Secretaria Estadual da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed)
disse reconhecer os problemas enfrentados pela Polícia Civil em todo o estado,
mas não tem condições de resolver a situação devido à Lei de Limite Prudencial.
A Sesed ainda diz que os problemas apresentados são antigos e já passaram por
outras gestões.

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