Conheça algumas toxinas mortais e seus devastadores efeitos sobre os seres humanos.
Os
casos de intoxicação e envenenamento — sejam eles provocados
propositalmente, por acidente e até por atos de terrorismo — são mais
comuns do que você imagina. O pior é que algumas substâncias perigosas
são de acesso relativamente fácil, mesmo sendo capazes de provocar
efeitos devastadores sobre os seres humanos.
O pessoal do Discovery News
reuniu algumas das toxinas mais poderosas que existem por aí em uma
interessante lista, a qual você pode conferir — até mesmo para saber o
que evitar — a seguir:
1 – Sarin
Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia
Este composto sintético foi desenvolvido originalmente na década de
30 para ser empregado como pesticida, mas, devido à sua ação sobre o
sistema nervoso, passou a ser utilizado como arma em guerras químicas. O
sarin é inodoro, e a exposição a ele pode provocar diminuição da
frequência cardíaca, náuseas, cegueira, paralisia, convulsões e fortes
contrações musculares.
Seu índice de mortalidade é bastante alto, e os casos mais recentes
envolvendo essa substância ocorreram no Japão na década de 90, quando
ataques terroristas provocaram a morte de 20 pessoas, além de deixar
cerca de 1.600 feridos.
2 – Estricnina
Fonte da imagem: pixabay
Muito usado no passado como veneno para matar ratos, a estricnina é
derivada de uma árvore nativa do sudoeste da Ásia e da Índia. Esta
toxina normalmente se apresenta na forma de um pó branco amargo, e pode
ser mortal quando ingerida, injetada ou inalada. Os sintomas provocados
pela intoxicação através dessa substância podem causar espasmos
musculares, falência respiratória e morte cerebral em um período de 30
minutos após a exposição.
3 – Antrax
Fonte da imagem: pixabay
Quem é que não se lembra das correspondências contaminadas por Antrax
que circularam nos EUA há alguns anos? Na época, diversas pessoas foram
infectadas pela bactéria — Bacillus anthracis —, e o ataque
resultou em 17 doentes e 5 mortos. Os esporos desse microrganismo se
propagam facilmente pelo ar, e o contágio ocorre principalmente através
da ingestão de alimentos contaminados, inalação e contato com
ferimentos.
Os sintomas da infecção dependem da forma de exposição, mas
normalmente se parecem aos provocados pela gripe comum. Contudo, o tipo
de contágio mais perigoso é através da inalação, que chega a ser fatal
em 90% dos casos.
4 – Botox
Fonte da imagem: pixabay
Apesar de ser popularmente empregada em tratamentos estéticos, essa
substância é composta pela toxina botulínica, obtida a partir da
bactéria Clostridium botulinum. Embora a versão utilizada pelos
médicos sirva para amenizar rugas, tratar problemas musculares e até
algumas disfunções oculares, a ingestão de alimentos contaminados pode
ser fatal — e causar o botulismo —, podendo causar danos neurológicos,
levar à falência respiratória e à morte.
5 – Amatoxina
Fonte da imagem: pixabay
Apesar de o cogumelo da foto ter uma aparência inofensiva — e
inclusive seja parecido à versão comestível que compramos nos mercados
—, são necessários menos de 30 gramas dele para matar um ser humano. Os
venenos contidos nesses cogumelos, as amatoxinas, podem provocar graves
danos ao fígado e aos rins, além de levar ao coma e à falência múltipla
de órgãos.
6 – Mercúrio
Fonte da imagem: Reprodução/Discovery News
O mercúrio, que tem como uma de suas formas a substância prateada
acima, pode ser encontrado no interior de termômetros, lâmpadas
fluorescentes, pilhas e até em alguns peixes. A substância pode ser
mortal se inalada ou ingerida — embora não provoque mal algum ao ser
tocada. Os principais sintomas da intoxicação por mercúrio envolvem
perda de memória, cegueira, danos graves aos pulmões e ao cérebro e
convulsões.
7 – Ricina
Fonte da imagem: pixabay
Presente nas sementes de mamona, a ricina é considerada uma das
toxinas de origem vegetal mais potentes do planeta. Essa substância é
capaz de penetrar nas células e se conectar aos ribossomos, evitando que
ocorra a síntese de proteínas e levando as células à morte. O
envenenamento acidental por ricina é extremamente raro, mas apenas 500
microgramas dela — seja em doses injetáveis ou inaláveis — podem
provocar a morte.
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