http://tribunadonorte.com.br
Rafael Barbosa - repórter
Caicó - O acusado de matar o radialista Francisco Gomes de Medeiros, o F. Gomes, será sentenciado hoje. João Francisco dos Santos, conhecido por “Dão”, é apontado pelo Ministério Público como autor dos disparos que vitimaram o comunicador em outubro de 2010. Durante esta manhã e até o fim da tarde, MP e defensoria pública vão debater para tentar convencer os jurados acerca de suas teses. Em seguida, eles se reúnem para dar o veredicto. Ontem, após ouvir 15 testemunhas, sendo duas através de vídeos, além do réu, defesa e acusação entraram em um acordo para o adiamento do debate para esta manhã, tendo início às 8h30, no plenário Siloé Capuxú do Fórum Amaro Cavalcante, em Caicó. Apesar do adiamento do júri do réu Lailson Lopes, suposto mandante, a sessão durou 12 horas, se estendendo das 9h às 21h.
O promotor Geraldo Rufino, responsável pela acusação, afirmou que os depoimentos das testemunhas somente confirmaram o que já havia sido constatado pela promotoria. “Não houve grandes novidades. Tudo transcorreu dentro da normalidade e a expectativa é de que amanhã – hoje – consigamos uma sentença condenatória”, declarou o promotor.
Thiago Souto, defensor público que representa o réu, concorda sobre a “normalidade” com que foram colhidos os depoimentos. “Amanhã – hoje – tudo se decide. Vamos trabalhar para ter um julgamento justo”.
Foram ouvidos familiares e amigos da vítima, um dos delegados que investigou o caso, Márcio Delgado, além de vizinhos de F. Gomes e pessoas que estiveram na cena do crime. Também prestaram depoimento a ex-mulher de Dão e o pai de Lailson Lopes.
Culpa
Durante o depoimento na noite de ontem, João Francisco dos Santos disse que o depoimento em que ele confessa que Lailson Lopes o ofereceu dinheiro é falso. O documento diz que o montante de R$ 10 mil teria sido oferecido, mesmo sem a afirmativa de que seria um pagamento pela execução de F. Gomes.
Dão acusou o delegado Márcio Delgado de agir de má-fé, o enganando durante a oitiva. “Eu prestei depoimento sem advogado, pois o meu estava preso. No final, ele me mandou assinar quatro folhas. Eu li duas e assinei as quatro. Mas o depoimento que ele apresentou não foi o que eu disse”, afirmou o réu. Delgado pegou o caso depois que Ronaldo Gomes assumiu o cargo de delegado geral da Polícia Civil e se desligou das investigações.
Márcio Delgado afirmou ontem à defensoria pública, durante seu depoimento, que Dão afirmou sim ter recebido a proposta financeira. “E ele disse que não ia dedurar ninguém para não passar por delator perante os demais presos da unidade prisional onde cumpre pena”, relatou Delgado.
João Francisco também disse ao júri que não planejou a morte de F. Gomes, mas que agiu sozinho. O acusado afirmou que passava pela rua da vítima, quando visualizou o radialista sentado, em frente à casa onde residia. “Resolvi ir até ele e perguntar por que ele me acusava”, contou Dão, referindo-se a supostas acusações de tráfico de drogas do comunicador contra ele.
O réu disse ainda que, no momento em que questionou F. Gomes, ouviu o som de disparos e pensou que eles haviam sido deflagrados pelo radialista. “Então eu atirei nele. Mas quando vi que não tinha sido F. Gomes o autor dos disparos, fugi na moto”, detalhou. Ele chegou a afirmar que depois de um mês descobriu quem havia atirado, no entanto preferiu não revelar a identidade. “A pessoa está aqui no Fórum e está me ouvindo”.
Neste momento, o réu também acusou Ronaldo Gomes e Márcio Delgado de omissão na investigação de suposto atentado. “Ronaldo Gomes encontrou balas de pistola ponto quarenta no local, mas abafou o caso”, atacou. Dão também deixou uma mensagem para a família da vítima: “Não estou pedindo para me absolverem, porque sei o que fiz. Não vou pedir que me perdoem, porque se fosse comigo não perdoaria”.
Memória
O jornalista e radialista Francisco Gomes de Medeiros, mais conhecido como F. Gomes, foi assassinado na noite do dia 18 de outubro de 2010, na cidade de Caicó. Ele estava na calçada de casa, na rua Professor Viana, no bairro Paraíba, quando um homem chegou numa moto e abriu fogo. Atingido por três tiros fatais, foi levado para o Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos. F. Gomes tinha 46 anos, era casado com Eliane Gomes e pai de 3 filhos.
Após vários depoimentos ao delegado Ronaldo Gomes, que presidia o inquérito à época, Dão afirmou que tinha jurado de morte o comunicador desde 2007, quando foi preso por roubo qualificado depois de denúncia feita por F. Gomes.
Caicó - O acusado de matar o radialista Francisco Gomes de Medeiros, o F. Gomes, será sentenciado hoje. João Francisco dos Santos, conhecido por “Dão”, é apontado pelo Ministério Público como autor dos disparos que vitimaram o comunicador em outubro de 2010. Durante esta manhã e até o fim da tarde, MP e defensoria pública vão debater para tentar convencer os jurados acerca de suas teses. Em seguida, eles se reúnem para dar o veredicto. Ontem, após ouvir 15 testemunhas, sendo duas através de vídeos, além do réu, defesa e acusação entraram em um acordo para o adiamento do debate para esta manhã, tendo início às 8h30, no plenário Siloé Capuxú do Fórum Amaro Cavalcante, em Caicó. Apesar do adiamento do júri do réu Lailson Lopes, suposto mandante, a sessão durou 12 horas, se estendendo das 9h às 21h.
Rafael Barbosa/Celular
Ao lado de agente penitenciário, Dão, de costas, acompanha depoimento de testemunha
A
sessão de ontem foi considerada tranquila por todas as partes
envolvidas no julgamento. O juiz Luiz Cândido Vilaça, que preside o
júri, elogiou o comportamento das pessoas que acompanharam os
depoimentos. “A população se mostrou madura e educada”. A expectativa do
magistrado é de que siga desta forma também hoje.O promotor Geraldo Rufino, responsável pela acusação, afirmou que os depoimentos das testemunhas somente confirmaram o que já havia sido constatado pela promotoria. “Não houve grandes novidades. Tudo transcorreu dentro da normalidade e a expectativa é de que amanhã – hoje – consigamos uma sentença condenatória”, declarou o promotor.
Thiago Souto, defensor público que representa o réu, concorda sobre a “normalidade” com que foram colhidos os depoimentos. “Amanhã – hoje – tudo se decide. Vamos trabalhar para ter um julgamento justo”.
Foram ouvidos familiares e amigos da vítima, um dos delegados que investigou o caso, Márcio Delgado, além de vizinhos de F. Gomes e pessoas que estiveram na cena do crime. Também prestaram depoimento a ex-mulher de Dão e o pai de Lailson Lopes.
Culpa
Durante o depoimento na noite de ontem, João Francisco dos Santos disse que o depoimento em que ele confessa que Lailson Lopes o ofereceu dinheiro é falso. O documento diz que o montante de R$ 10 mil teria sido oferecido, mesmo sem a afirmativa de que seria um pagamento pela execução de F. Gomes.
Dão acusou o delegado Márcio Delgado de agir de má-fé, o enganando durante a oitiva. “Eu prestei depoimento sem advogado, pois o meu estava preso. No final, ele me mandou assinar quatro folhas. Eu li duas e assinei as quatro. Mas o depoimento que ele apresentou não foi o que eu disse”, afirmou o réu. Delgado pegou o caso depois que Ronaldo Gomes assumiu o cargo de delegado geral da Polícia Civil e se desligou das investigações.
Márcio Delgado afirmou ontem à defensoria pública, durante seu depoimento, que Dão afirmou sim ter recebido a proposta financeira. “E ele disse que não ia dedurar ninguém para não passar por delator perante os demais presos da unidade prisional onde cumpre pena”, relatou Delgado.
João Francisco também disse ao júri que não planejou a morte de F. Gomes, mas que agiu sozinho. O acusado afirmou que passava pela rua da vítima, quando visualizou o radialista sentado, em frente à casa onde residia. “Resolvi ir até ele e perguntar por que ele me acusava”, contou Dão, referindo-se a supostas acusações de tráfico de drogas do comunicador contra ele.
O réu disse ainda que, no momento em que questionou F. Gomes, ouviu o som de disparos e pensou que eles haviam sido deflagrados pelo radialista. “Então eu atirei nele. Mas quando vi que não tinha sido F. Gomes o autor dos disparos, fugi na moto”, detalhou. Ele chegou a afirmar que depois de um mês descobriu quem havia atirado, no entanto preferiu não revelar a identidade. “A pessoa está aqui no Fórum e está me ouvindo”.
Neste momento, o réu também acusou Ronaldo Gomes e Márcio Delgado de omissão na investigação de suposto atentado. “Ronaldo Gomes encontrou balas de pistola ponto quarenta no local, mas abafou o caso”, atacou. Dão também deixou uma mensagem para a família da vítima: “Não estou pedindo para me absolverem, porque sei o que fiz. Não vou pedir que me perdoem, porque se fosse comigo não perdoaria”.
Memória
O jornalista e radialista Francisco Gomes de Medeiros, mais conhecido como F. Gomes, foi assassinado na noite do dia 18 de outubro de 2010, na cidade de Caicó. Ele estava na calçada de casa, na rua Professor Viana, no bairro Paraíba, quando um homem chegou numa moto e abriu fogo. Atingido por três tiros fatais, foi levado para o Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos. F. Gomes tinha 46 anos, era casado com Eliane Gomes e pai de 3 filhos.
Após vários depoimentos ao delegado Ronaldo Gomes, que presidia o inquérito à época, Dão afirmou que tinha jurado de morte o comunicador desde 2007, quando foi preso por roubo qualificado depois de denúncia feita por F. Gomes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Os comentários serão avaliados antes de serem liberados