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Os blogs que são alimentados pelo governo não publicam essa carta.

O coronel da reserva, José Walteler tem se caracterizado como um porta voz da corporação.. Não estando submetido ao regimento ele pode expressar suas opiniões com relação as questões da Policia Militar do RN..
O coronel publicou uma carta aberta a governadora Rosalba Ciarlini que demostra a total falta de apoio do governo..
Confira:
Senhora Governadora
COMANDANTE-EM-CHEFE DA PMRN
A mídia, em geral e, em especial, o povo organizado, através das redes sociais, vem externando insatisfação e revolta contra ações ou a falta delas, imputadas ao governo comandado por Vossa Excelência.
Esse inconformismo generalizado, faz exsurgir sentimentos e emoções que dormitavam no âmago de cada um e, sem outras alternativas, os governos daqui, dali e dacolá, passaram a conhecer a força da revolta, da indignação e da insatisfação popular.
Não vou me ater aos demais segmentos, preferindo, por razões óbvias, deter-me nas lides que, diretamente, afetam a mim e a minha (nossa) corporação, através deste reduzido trecho, para mostrar a REALIDADE nua e crua pela qual vivemos e que, tenho absoluta convicção, NÃO É LEVADA AO VOSSO CONHECIMENTO.
Pois bem.
A Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN) está a necessitar, em caráter de urgência urgentíssima, senhora COMANDANTE-EM-CHEFE, de literal reconhecimento ao seu valor institucional e a importância que representa para a sociedade.
No quesito infra-estrutura, nossa situação é deplorável. No próprio Quartel do Comando Geral, se pode ver setores que apresentam iminente risco de vida para aqueles que ali labutam, p. ex., o prédio aonde funciona o CIOSP, palco de recente reportagem televisiva, totalmente deteriorado, com infiltrações que podem, a qualquer momento, danificar equipamentos caríssimos e de necessidade vital para a sociedade. Imagine a senhora, nos demais quartéis.
Em dias passados, choveram denuncias, neste espaço, inclusive com fotografias, de que os militares reclusos estariam passando FOME, gerando, por conseguinte, críticas exacerbadas, jocosas e humilhantes a corporação e, por extensão, a todos nós policiais militares.
Resolvi verificar, in loco, tais informes e me dirigi, hoje, 08.09.2013 – domingo, a sede da briosa OPM denominada Batalhão de Operações Especiais – BOPE, espelho, referência e motivo de orgulho de toda corporação miliciana.
No complexo (área física) aonde funciona essa Unidade Operacional, temos o Canil, a Cavalaria e o que apelidam de “Presídio Militar”.
O “presídio”, na verdade, não passa de um galpão dividido, internamente, com lençóis para garantir a privacidade dos reeducandos, com infra-estrutura sofrível e sem qualquer condição de albergar presos de qualquer espécie.
Não tem área para cozinha. Os alimentos são confeccionados numa Unidade Escola da PM, acantonada acerca de 3 kilometros dali e, quando chega ao “presídio”, está fria, sem cheiro nem sabor e sem condições de ser ingerida normalmente. Uma lástima.
Há pouco, se passaram oito dias faltando gêneros para a confecção dos alimentos. Motivo? Falta de pagamento aos fornecedores que, em represália, cortaram o fornecimento. A salvação foram os familiares dos reeducandos que supriram a deficiência. ESTÁ TUDO REGISTRADO NO LIVRO DE OCORRÊNCIAS e, por garantia, suas páginas escaneadas por advogados dos reeducandos.
A frente do “presídio” vê-se uma área organizada pelos próprios reeducandos, aonde recebem suas famílias. Nos dias de sol – como hoje – é suportável, agora, imagine em dias de chuva, como constantemente vem ocorrendo na Cidade do Sol. Só de imaginar todo aquele povo espremido no galpão que serve de “presídio”, dá calafrios.
Dali fui até a área da CAVALARIA ou o que apelidam como sendo. No velho galpão de castanhas, foram feitas divisões com tijolos, que não oferece o MÍNIMO de conforto aos CARÍSSIMOS ANIMAIS adquiridos a peso de ouro para nosso Esquadrão de Polícia Montada. Como se não bastasse, está existindo um sério problemas com a alimentação desses animais.
Quando tem RAÇÃO, falta o FENO ou vice-versa. Um é o complemento do
outro e diante dessa instabilidade, o resultado é cavalos sem a consistência física IDEAL para a missão a que se destinam, cuja energia, paulatina e progressivamente, se esvai diante da insensibilidade administrativa.
A garagem da cavalaria, abriga uma viatura blazer, sem pneus, um qudriciclo e mais dois veículos, todos semi-novos, ali se acabando diante da ação devastadora da maresia, face a absoluta ausência de peças de reposição e mão de obra.
Finalmente, toda a área física aonde funciona o BOPE, nada mais é do que o aproveitamento e a adaptação das instalações da antiga fábrica de derivados de castanha, totalmente inadequada, imprópria, deselegante para abrigar uma TROPA DE ELITE como o é o glorioso BATALHÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS.
Portanto, senhora COMANDANTE-EM-CHEFE esta é a realidade nua e crua porque está enfrentando nossa corporação, aquela mesma corporação que, durante VINTE E QUATRO HORAS, de 1º a 1º de janeiro, sempre está PRESENTE, pronta para cumprir a sua missão constitucional em prol da sociedade norte-rio-grandense.
Deste modo, e sem NENHUMA, absolutamente NENHUMA pretensão político-partidária, sem NENHUM interesse em buscar PALANQUE aproveitando as deficiências e dificuldades enfrentadas por todos nós, é que, respeitosamente, peço a Vossa Excelência, que dispense a POLÍCIA MILITAR DO RIO GRANDE DO NORTE a atenção, o respeito e a consideração que nós, POLICIAIS MILITARES, seus comandados, MERECEMOS.
Finalizando, adoto, com a devida vênia, o enunciado final de mais um brilhante artigo do meu ETERNO PROFESSOR na UFRN, Advogado CARLOS D MIRANDA GOMES em artigo publicado em seu sítio, hoje, 08.09.13, verbis: “Mas ainda acredito que alguma coisa vai mudar neste País, para melhor. Para isso, temos que encarar um ideário irreversível e unificante entre os ideólogos de direita e de esquerda:BRASIL SEMPRE!”
POLÍCIA MILITAR ETERNAMENTE!!!!!!!!
ADSUMUS.
Os blogs que são alimentados pelo governo não publicam essa carta.
O coronel da reserva, José Walteler tem se caracterizado como um porta voz da corporação.. Não estando submetido ao regimento ele pode expressar suas opiniões com relação as questões da Policia Militar do RN..
O coronel publicou uma carta aberta a governadora Rosalba Ciarlini que demostra a total falta de apoio do governo..
Confira:
Senhora Governadora
COMANDANTE-EM-CHEFE DA PMRN
A mídia, em geral e, em especial, o povo organizado, através das redes sociais, vem externando insatisfação e revolta contra ações ou a falta delas, imputadas ao governo comandado por Vossa Excelência.
Esse inconformismo generalizado, faz exsurgir sentimentos e emoções que dormitavam no âmago de cada um e, sem outras alternativas, os governos daqui, dali e dacolá, passaram a conhecer a força da revolta, da indignação e da insatisfação popular.
Não vou me ater aos demais segmentos, preferindo, por razões óbvias, deter-me nas lides que, diretamente, afetam a mim e a minha (nossa) corporação, através deste reduzido trecho, para mostrar a REALIDADE nua e crua pela qual vivemos e que, tenho absoluta convicção, NÃO É LEVADA AO VOSSO CONHECIMENTO.
Pois bem.
A Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN) está a necessitar, em caráter de urgência urgentíssima, senhora COMANDANTE-EM-CHEFE, de literal reconhecimento ao seu valor institucional e a importância que representa para a sociedade.
No quesito infra-estrutura, nossa situação é deplorável. No próprio Quartel do Comando Geral, se pode ver setores que apresentam iminente risco de vida para aqueles que ali labutam, p. ex., o prédio aonde funciona o CIOSP, palco de recente reportagem televisiva, totalmente deteriorado, com infiltrações que podem, a qualquer momento, danificar equipamentos caríssimos e de necessidade vital para a sociedade. Imagine a senhora, nos demais quartéis.
Em dias passados, choveram denuncias, neste espaço, inclusive com fotografias, de que os militares reclusos estariam passando FOME, gerando, por conseguinte, críticas exacerbadas, jocosas e humilhantes a corporação e, por extensão, a todos nós policiais militares.
Resolvi verificar, in loco, tais informes e me dirigi, hoje, 08.09.2013 – domingo, a sede da briosa OPM denominada Batalhão de Operações Especiais – BOPE, espelho, referência e motivo de orgulho de toda corporação miliciana.
No complexo (área física) aonde funciona essa Unidade Operacional, temos o Canil, a Cavalaria e o que apelidam de “Presídio Militar”.
O “presídio”, na verdade, não passa de um galpão dividido, internamente, com lençóis para garantir a privacidade dos reeducandos, com infra-estrutura sofrível e sem qualquer condição de albergar presos de qualquer espécie.
Não tem área para cozinha. Os alimentos são confeccionados numa Unidade Escola da PM, acantonada acerca de 3 kilometros dali e, quando chega ao “presídio”, está fria, sem cheiro nem sabor e sem condições de ser ingerida normalmente. Uma lástima.
Há pouco, se passaram oito dias faltando gêneros para a confecção dos alimentos. Motivo? Falta de pagamento aos fornecedores que, em represália, cortaram o fornecimento. A salvação foram os familiares dos reeducandos que supriram a deficiência. ESTÁ TUDO REGISTRADO NO LIVRO DE OCORRÊNCIAS e, por garantia, suas páginas escaneadas por advogados dos reeducandos.
A frente do “presídio” vê-se uma área organizada pelos próprios reeducandos, aonde recebem suas famílias. Nos dias de sol – como hoje – é suportável, agora, imagine em dias de chuva, como constantemente vem ocorrendo na Cidade do Sol. Só de imaginar todo aquele povo espremido no galpão que serve de “presídio”, dá calafrios.
Dali fui até a área da CAVALARIA ou o que apelidam como sendo. No velho galpão de castanhas, foram feitas divisões com tijolos, que não oferece o MÍNIMO de conforto aos CARÍSSIMOS ANIMAIS adquiridos a peso de ouro para nosso Esquadrão de Polícia Montada. Como se não bastasse, está existindo um sério problemas com a alimentação desses animais.
Quando tem RAÇÃO, falta o FENO ou vice-versa. Um é o complemento do
outro e diante dessa instabilidade, o resultado é cavalos sem a consistência física IDEAL para a missão a que se destinam, cuja energia, paulatina e progressivamente, se esvai diante da insensibilidade administrativa.
A garagem da cavalaria, abriga uma viatura blazer, sem pneus, um qudriciclo e mais dois veículos, todos semi-novos, ali se acabando diante da ação devastadora da maresia, face a absoluta ausência de peças de reposição e mão de obra.
Finalmente, toda a área física aonde funciona o BOPE, nada mais é do que o aproveitamento e a adaptação das instalações da antiga fábrica de derivados de castanha, totalmente inadequada, imprópria, deselegante para abrigar uma TROPA DE ELITE como o é o glorioso BATALHÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS.
Portanto, senhora COMANDANTE-EM-CHEFE esta é a realidade nua e crua porque está enfrentando nossa corporação, aquela mesma corporação que, durante VINTE E QUATRO HORAS, de 1º a 1º de janeiro, sempre está PRESENTE, pronta para cumprir a sua missão constitucional em prol da sociedade norte-rio-grandense.
Deste modo, e sem NENHUMA, absolutamente NENHUMA pretensão político-partidária, sem NENHUM interesse em buscar PALANQUE aproveitando as deficiências e dificuldades enfrentadas por todos nós, é que, respeitosamente, peço a Vossa Excelência, que dispense a POLÍCIA MILITAR DO RIO GRANDE DO NORTE a atenção, o respeito e a consideração que nós, POLICIAIS MILITARES, seus comandados, MERECEMOS.
Finalizando, adoto, com a devida vênia, o enunciado final de mais um brilhante artigo do meu ETERNO PROFESSOR na UFRN, Advogado CARLOS D MIRANDA GOMES em artigo publicado em seu sítio, hoje, 08.09.13, verbis: “Mas ainda acredito que alguma coisa vai mudar neste País, para melhor. Para isso, temos que encarar um ideário irreversível e unificante entre os ideólogos de direita e de esquerda:BRASIL SEMPRE!”
POLÍCIA MILITAR ETERNAMENTE!!!!!!!!
ADSUMUS.
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