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Magnífica Reitora, professora Sâmela Soraya Gomes de Oliveira,Excelentíssimo Diretor do Campus UnP-Mossoró, professor Frank Felisardo,Excelentíssimo Diretor do Curso de Direito, professor Gilvan Cavalcanti RibeiroCaros formandos, professores, funcionários, familiares e amigos,Boa noite,Com muita honra, escrevo para vocês, formandos, confiantes, nas palavras que serão pronunciadas diante dos nossos pais, nossos familiares, nossos mestres, convidados, amigos, enfim, de todos que de uma forma ou outra estiveram presentes nessa trajetória de cinco anos, quando, cada um de nós chegou à gloriosa Universidade Potiguar com certo ar de inocência e responsabilidade jurídica.
De antemão, quero que saibam: cada formando aqui carrega a sua história de vida, de lutas, de força, perseverança e de coragem. Poderia enumerar qualidades em cada um, mas prefiro destacar o companheirismo e a amizade que foram gerados.Aqui, um agradecimento especial à turma, que meu deu forças num dos piores momentos de minha vida, que foi no falecimento do meu pai, o qual apesar da pouca instrução que tinha, foi um grande incentivador para que eu fizesse o curso de Direito. Aos valiosos amigos, deixo a merecida gratidão.Pois bem, como hoje é dia de festa, notadamente propício para os agradecimentos, queremos, primeiramente agradecer a Deus, sem Ele nada é possível.Aos nossos pais, porque eles sempre querem o melhor para nós.Aos professores homenageados, importantes na construção do nosso conhecimento jurídico.Aos companheiros, sejam aqueles casados ou namorados, pelo incentivo nesta fase da vida.Aos nossos parentes e amigos, pelo incentivo cheio de positividade que nos impulsiona nesta direção.Aos Paraninfos, aos Patronos, Patronesses, Padrinhos, MadrinhasAs comissões de formatura, pelo empenho e disponibilidade para que esta noite pudesse ser mais um encontro com perfeição.Aos nossos queridos mestres. Eles que também sofreram por nossa causa, mas que também nos fizeram sofrer. E, podemos dizer: ainda bem, pois, vocês são aqueles que poderiam estar, a cada noite, em seu lar, descansando da luta diária, seja em seus escritórios, nas viagens de labor, no Ministério Público, na Delegacia ou no Judiciário, como um todo, mas preferem dividir o saber e nos instigar a buscar o conhecimento.Nobres professores, e aqui, permitam-me os demais, direciono-me aEmmanoel Antas, que veio lá do Sertão do Cabugi, da cidade de Pedro Avelino, “…o mestre que caminha à sombra do templo rodeado de discípulos, não dá de sua sabedoria, mas sim de sua fé e de sua ternura. Se ele for verdadeiramente sábio, não nos convidará a entrar na mansão de seu saber, mas antes nos conduzirá ao limiar de nossa própria mente…” – Khalil Gibran.Estudem!!! Dizia Emmanoel.Aqui, nobres colegas, devemos lembrar o momento inicial desta etapa que se conclui hoje. Tínhamos tanta energia e erámos tão inquietos. E a dificuldade na compreensão daqueles termos tão estranhos, que todos os dias desmoronavam sobre nós. Os dias agitados. Todos falando de tudo e ao mesmo tempo. Quanta energia!!!A ansiedade advinda nas primeiras provas e as consultas das primeiras notas. Lembram o milagre da multiplicação das carteiras no fundão da sala? Quantas boas lembranças, quantas boas e gostosas gargalhadas!!!E assim foram se construindo as amizades, a convivência, a cumplicidade, os segredos e as confidências. Os namoros, a formação dos casais e até o nascimento de crianças, pari passu com o saber jurídico.O ombro amigo para o apoio e a ajuda na caminhada. A admiração pelos esforços de tantos colegas para se chegar ao fim do curso, mas não ao fim dos estudos.Diz Eduardo Couture, em “Os Dez Mandamentos do Advogado”, que“O direito se transforma constantemente. Se não seguires seus passos, serás a cada dia um pouco menos advogado”.Lembramos ainda algumas frases pronunciadas pelos professores e também os gestos, como os de [Vânia Furtado], o andar de [Pedro Martins] com seu memorável dizer: DOUTORES!!! O cuidado na “linhagem” de [Geraldo Melo]; a fala mansa de [Breno Medeiros, Osmar Fernandes, Rissa Pereira, Janine, e Odemirton Firmino] e a fala para surdo ouvir e cego ver, do pequeno grande homem [Jonas Segundo]; o jeito de se comunicar de [Ana Maria Lucas, Ítalo Oliveira, Ulisséa Duarte e Cristiane Magalhães]. Do jeito bruto e da cara fechada de [Gilmar Fernandes]; da doçura de pessoa de [Kalliane Amorim, Karinne Bentes e Vânia Diógenes]. Sem esquecer do nosso herói do sertão [Jerônimo]; e nem dos olhos arregalados de [Jorge Henrique]. Do profundo conhecedor da história política de Mossoró[Carlos Oliveira], daquele que não queria ninguém com: DÚVIDAS?[Everkley]; e também daquele tradicional “Que isso homem? Peraí!!!”de [FRED]; daquela caixa de som e o microfone com [Giovanni Paulino]; do apresentador do Globo Esportes [Escobar] e do vendedor de máquinas [Everson Cléber]. Enfim, cada mestre deixando-nos sua marca registrada.O professor de Introdução à Ciência do Direito I, Aldo Fernandes, hoje presidente da OAB, subseccional de Mossoró, sempre repetia: “o que devemos procurar, sem sombra de dúvidas, é ser honesto”.Já o professor Alexandre Alcântara, promotor na cidade de Fortaleza, lecionando Direito Constitucional I, em aula que falava sobre “O que é uma Constituição”, de Ferdinand Lassalle, em certo ponto chegou a parafrasear uma letra da música da banda Ultraje a Rigor: A gente não sabemos / Nem escovar os dentes. Referia-se o professor que nós precisamos constantemente ler e estudar. De notável saber jurídico o professor Alexandre, e assim nos remeteu a Rui Barbosa, quando disse:“o sábio sabe que não sabe”.E aqueles termos jurídicos, inicialmente tão estranhos, começaram a fazer parte da nossa rotina diária. E as conversas nos intervalos das aulas, sobre baladas e futebol foram substituídas por casos, teses jurídicas e planos futuros. Conforme encontramos, em Provérbios 16:1 “Ao coração do homem é deferido fazer planos, mas a resposta certa vem dos lábios do Senhor”.É bem verdade que a busca pelo saber, durante esses cinco anos de curso, nos provoca cansaço – muitos dos formandos residem em outras cidades, enfrentando quilômetros e mais quilômetros para aqui chegar toda noite -, um alto investimento financeiro, a rotina fatigante, mas, sejamos sinceros: existem momentos que pensamos: bem que eu poderia ficar por aqui mais um pouco e aprender cada vez mais.No entanto, logo após o aprendizado vem a responsabilidade e em curto espaço de tempo, teremos a obrigação de conhecer, esclarecer,defender e aplicar não apenas a letra da lei, mas o Direito como um todo com suas facetas de interpretação. E que ninguém se engane: seremos cobrados por todo mundo.Porém, não devemos, de forma alguma, deixar de buscar o aprendizado, que é uma grande alegria. Alegria esta que infelizmente, poucos de nossos compatriotas têm acesso. E nós, somos privilegiados por concluir o curso de Direito em uma das melhores Universidades. Professor Frank, me desculpe o trocadilho, mas nós somos uns felizardos!!!Caros colegas, que sejamos reconhecedores que os caminhos a seguir não serão apenas flores, contudo, devemos ter sabedoria e, acima de tudo, caráter, dignidade, humildade e inteligência. No livro de Provérbios, 21:21, consta: “O que segue a justiça e o amor, acha vida, prosperidade e honra”.O filósofo romano Sêneca disse: “Quando o homem não sabe para que porto está rumando, não importa para que lado sopra o vento, pois nenhum deles lhe será favorável”.Dessa forma, caros colegas, sejamos ousados, e que saibamos para onde queremos ir, onde queremos chegar.Meus caros colegas formandos, parafraseando Martin Luther King, que assim disse: “suba o primeiro degrau com fé, não é necessário que você veja toda escada. Apenas dê o primeiro passo”. Assim sendo, evidentemente que todos os ventos nos serão favoráveis.Não podemos esquecer a importância da carreira por nós escolhida. Recorro-me, mais uma vez, a Eduardo Couture, que asseverou: “Teu dever é lutar pelo Direito, mas no dia em que encontrares em conflito o Direito e a Justiça, lute pela justiça”.Formandos, devemos ser profissionais, devemos ser técnicos, sejamos politizados sim, mas apartidários quando nas defesas das causas. Sejamos pelos nossos clientes, mas, sobretudo pelo que for certo, pelo que for justo. Que se usem os meios necessários, mas que estes sejam através de fontes honestas.Lancemos mãos dos nossos conhecimentos para a melhoria e para a evolução em busca de uma sociedade justa e igualitária. Não nos afrouxemos diante da injustiça e da impunidade. E diante da corrupção, combatamos com segurança e honestidade.Meus caros colegas formandos, não esqueçam que o Direito é uma estátua, mas viva e presente no centro de qualquer cidade. Embora estátua, ela se move e se revela, preenchendo o nosso caminhar apressado.Atentai-vos, porque é preciso acompanhar esse movimento.A partir de hoje, vamos enfrentar esse mundo que até então apenas sobrevoamos. Não temas, vamos olhar no fundo da vesguice da justiça, e mostrar que não estamos aqui à toa.Vamos lembrar da nossa própria história, mas sem esquecer da história dos nossos irmãos. Muitos deles, sofrendo injustiças por não saber o seu direito. Lembrar do sofrimento e da dor de cada semelhante que precisa de justiça. E como bons operadores do Direito, devemos e precisamos mudar a história de uma sociedade combalida pela impunidade, pelo abuso de poder. Com isso, temos a obrigação de extrair do Direito o que houver de melhor.Nobres colegas, não deixemos que esses laços extra acadêmicos sejam friamente cortados. Que o aperto que dilacera o coração de cada um neste momento, não seja desfeito quando nos lançarmos além do horizonte, cada um em atividades diferentes, já que o Direito permite.Embora sejam vários os caminhos permitidos, não esqueçam que este bacharelado nos garante a igualdade de ação.E para não ferir a máxima de que “os últimos serão os primeiros”, a todos vocês pais, de sangue e de afeto, somos nós as atenções de hoje, mas, nós formandos não podemos praticar a injustiça. Por isso, dedicamos esta noite a vocês. Aqui, sem sombra de dúvidas, se celebra o sucesso da educação que vocês deram aos seus filhos. Eles estão criados, e muito bem criados. Daqui, muitos vão partir para conquistar o mundo. E vocês, respirem fundo.Caros formandos, encerro pedindo emprestado as palavras de Rudolf von Ihering: “O fim do Direito é a paz; o meio de atingi-lo, a luta. O Direito não é uma simples ideia, é força viva. Por isso a justiça sustenta, em uma das mãos, a balança, com que pesa o Direito, enquanto na outra segura a espada, por meio da qual se defende. A espada sem a balança é a força bruta, a balança sem a espada é a impotência do Direito. Uma completa a outra. O verdadeiro Estado de Direito só pode existir quando a justiça brandir a espada com a mesma habilidade com que manipula a balança”.Com a proteção de Deus, felicidades, novas conquistas e um bom começo a todos.Muito obrigado!!!
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