A gente geralmente fala mais da dor pelo abandono, a dor de ser “deixado” por alguém, aquela dor que todos já passaram e quem não passou, sinto dizer que faz parte da vida e em algum momento vai passar.
Mas, quem diz o “NÃO”, quem decide colocar um fim ao relacionamento também sofre. E ainda acho que não cabe dizer que sofre menos quem toma a decisão de acabar. São dores e sofrimentos diferentes.
Mas, coração é terra que ninguém manda e você pode ter uma pessoa especial, íntegra e que você admira ao seu lado, aquele companheiro que te ama e que fará de tudo para te fazer feliz, mas falta aquela “pitadinha”, aquele pó de pirlimpimpim, aquela magia chamada AMOR e aí você decide dizer NÃO.
E vai doer dizer aquela pessoa tão especial, que te quer tanto bem, que você não a quer mais. O sofrimento vem para os dois lados: um sofre pelo abandono e vazio deixado e o outro sofre pela dor causada.
Mas sem amor, a vida não tem graça. E viver um relacionamento sem amor é como imaginar um alimento insosso, perde a graça e perde o sabor. E quem está conosco merece sempre o melhor que há em nós. Se não tem amor, não tem como ter felicidade. Não existe essa de “eu amo por nós dois”. Eu diria que no amor 2+0=0. Não há fórmulas certas, não há cálculos perfeitos.
Uma vez uma amiga me falou que nunca mais ia namorar para não correr o risco de ter que acabar o relacionamento. Ela dizia que não suportava a ideia de alguém sofrer por ela. Em contrapartida, quem está do outro lado, pode se fechar para novos relacionamentos por medo de sofrer mais um abandono forçado.
Mas, o fato é que no amor não há previsões irrefutáveis. É como um jogo, é como um campeonato, um dia você pode ganhar, no outro perder, pode até empatar, mas pra saber o resultado você precisa entrar em campo, precisa se permitir tentar.
Dói dizer “Não”, dói fazer alguém sofrer, mas dói mais ainda não se fazer feliz e entregar para o outro as coisas pela metade, as coisas sem brilho. Afinal, no amor não há complemento de metades, mas sim entrelaçamento de inteiros.
A dor de dizer "NÃO" deve ser suplantada pela vontade e o direito de ser feliz e de fazer o outro feliz!
Assim seja!
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