Everaldo Lopes - colunista e pesquisador
Numa pesquisa que exigiu muita paciência, o escritor potiguar Marcelo Coelho acaba de lançar o livro “Maracanã 1950 – a comemoração antecipada”, com impressão perfeita, riqueza de fotos e textos, 130 páginas, tamanho 40 x 20cm, das quais cerca de 70% narrando os erros desastrados antes da largada da Copa de 1950, de triste memória para os brasileiros. Como já se passam 64 anos daquele terrível 16 de julho,
poucos torcedores estão vivos pra contar a história da verdadeira epopéia, que teve começo, meio e fim. O começo, na largada com a goleada sobre o México por 4x0, o meio pela sensação de que a Jules Rimet ficaria mesmo no Brasil, se não houvessem esquecido de os uruguaios não estariam dispostos a ceder a taça tão facilmente assim, e o fim que foi o tremendo fiasco da decisão. Há versões ainda hoje, de que autoridades (leia-se políticos) da época chegaram a presentear os jogadores, 48 horas antes da largada, com relógios caros, como prêmios antecipados pela conquista da taça. Na própria capa do trabalho do autor Marcelo Coelho está lá o subtítulo “Comemoração antecipada”.
O tempo
Mais de meio século depois, a menos de 100 dias da largada do 20º Campeonato Mundial, o quadro é totalmente diferente. O Maracanã cedeu lugar a “outro” Maracanã, sem o gigantismo de 1950, os preparativos dos jogadores de hoje, as regras, a preparação física, o próprio talento dos jogadores, com uma preparação técnica/física que nem de longe se parece com o amadorismo da época. Para melhor situar o leitor menos avisado, o autor Marcelo Coelho descreve sobre as primeiras Copas, a Taça e a Guerra (referindo-se sobre a II Guerra Mundial que começou em 1939) e, por isso, ocasionou um distanciamento entre as Copas de 30, 34 e 38, de um quase reinicio já 1950, criando um inesperado vazio entre 1938 até 1950, Refere-se o autor à construção do Maracanã, sem as minúcias dos dias atuais, quando os estádios – agora denominados de Arenas, passam por minúcias, transformando-se num multiuso, com ampla segurança para atletas e o público.
O livroNo livro, Marcelo oferece fotos que, realmente, se tornam até motivo de estranheza, como em uma onde aparecem os jogadores Bauer, Danilo e Bigode, considerados integrantes da “linha média”, expressão hoje já abolida do linguajar. As bolas, de cor marron escuro, pesadonas, quando se vê, hoje, em várias cores e matizes, as camisas de 1950 ainda de “golas”, nenhum anúncio de patrocínio como hoje ocupa parte frontal, nos ombros, no calção e até nos meiões, os anunciantes Banco do Brasil, Caixa Econômica, remédios, marcas de automóveis, o fabricante das camisas e calções, as chuteiras das mais variadas cores. A velharia daquele tempo ficou pra trás até mesmo no piso de jogo dos estádios grandiosos (e caros) os gramados parecem um tapete sem qualquer falha, muitas fotos de várias formações da equipe, que ainda não era batizada de “canarinho” devido a cor amarela. O livro de Marcelo Coelho pode ser encontrado na Livraria Saraiva, no Midwey, na Revistaria Cultural, Banca Atheneu, em frente ao Atheneu, no Nordestão Cidade Jardim, na banca do Tota, no cruzamento das ruas Potengi e Afonso Pena, em Petrópolis
Numa pesquisa que exigiu muita paciência, o escritor potiguar Marcelo Coelho acaba de lançar o livro “Maracanã 1950 – a comemoração antecipada”, com impressão perfeita, riqueza de fotos e textos, 130 páginas, tamanho 40 x 20cm, das quais cerca de 70% narrando os erros desastrados antes da largada da Copa de 1950, de triste memória para os brasileiros. Como já se passam 64 anos daquele terrível 16 de julho,
poucos torcedores estão vivos pra contar a história da verdadeira epopéia, que teve começo, meio e fim. O começo, na largada com a goleada sobre o México por 4x0, o meio pela sensação de que a Jules Rimet ficaria mesmo no Brasil, se não houvessem esquecido de os uruguaios não estariam dispostos a ceder a taça tão facilmente assim, e o fim que foi o tremendo fiasco da decisão. Há versões ainda hoje, de que autoridades (leia-se políticos) da época chegaram a presentear os jogadores, 48 horas antes da largada, com relógios caros, como prêmios antecipados pela conquista da taça. Na própria capa do trabalho do autor Marcelo Coelho está lá o subtítulo “Comemoração antecipada”.
Júnior Santos
O pesquisador publicou várias fotos dos jogos do Brasil na Copa
O tempo
Mais de meio século depois, a menos de 100 dias da largada do 20º Campeonato Mundial, o quadro é totalmente diferente. O Maracanã cedeu lugar a “outro” Maracanã, sem o gigantismo de 1950, os preparativos dos jogadores de hoje, as regras, a preparação física, o próprio talento dos jogadores, com uma preparação técnica/física que nem de longe se parece com o amadorismo da época. Para melhor situar o leitor menos avisado, o autor Marcelo Coelho descreve sobre as primeiras Copas, a Taça e a Guerra (referindo-se sobre a II Guerra Mundial que começou em 1939) e, por isso, ocasionou um distanciamento entre as Copas de 30, 34 e 38, de um quase reinicio já 1950, criando um inesperado vazio entre 1938 até 1950, Refere-se o autor à construção do Maracanã, sem as minúcias dos dias atuais, quando os estádios – agora denominados de Arenas, passam por minúcias, transformando-se num multiuso, com ampla segurança para atletas e o público.
O livroNo livro, Marcelo oferece fotos que, realmente, se tornam até motivo de estranheza, como em uma onde aparecem os jogadores Bauer, Danilo e Bigode, considerados integrantes da “linha média”, expressão hoje já abolida do linguajar. As bolas, de cor marron escuro, pesadonas, quando se vê, hoje, em várias cores e matizes, as camisas de 1950 ainda de “golas”, nenhum anúncio de patrocínio como hoje ocupa parte frontal, nos ombros, no calção e até nos meiões, os anunciantes Banco do Brasil, Caixa Econômica, remédios, marcas de automóveis, o fabricante das camisas e calções, as chuteiras das mais variadas cores. A velharia daquele tempo ficou pra trás até mesmo no piso de jogo dos estádios grandiosos (e caros) os gramados parecem um tapete sem qualquer falha, muitas fotos de várias formações da equipe, que ainda não era batizada de “canarinho” devido a cor amarela. O livro de Marcelo Coelho pode ser encontrado na Livraria Saraiva, no Midwey, na Revistaria Cultural, Banca Atheneu, em frente ao Atheneu, no Nordestão Cidade Jardim, na banca do Tota, no cruzamento das ruas Potengi e Afonso Pena, em Petrópolis
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