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por Rogério Micheletti

Ao lado de Ademir da Guia, Dudu formou um dos melhores meios-de-campo do país nos anos 60 e 70. Ele foi um marcador leal, mas não ficava só restrito ao combate. Era o pulmão alviverde, mas também tinha inteligência para sair jogando. Nascido no dia 7 de novembro de 1939, em Araraquara (SP), Olegário Tolói de Oliveira, o Dudu,
começou a carreira na Ferroviária e chegou ao Palmeiras em 1964. Sua estréia foi na derrota do Palmeiras para o Santos por 2 a 1, num sábado à noite no Pacaembu. Para o Santos marcaram Zito (no gol dos portões monumentais) e Peixinho (no gol da saudoso Concha Acústico - hoje, o famoso tobogã). Para o Palmeiras descontou Julinho Botelho (no gol dos portões monumentais). O jogo foi válido pelo Torneio Rio-São Paulo/Roberto Gomes Pedrosa. Dudu vestiu a camisa do Verdão até 1975, fazendo parte das duas gloriosas acadamias da Sociedade Esportiva Palmeiras. As duas que, curiosamente, contavam com Ademir da Guia também. O volante foi três vezes campeão paulista pelo Palmeiras (66, 72 e 74), duas vezes brasileiro (72 e 73), uma vez da Taça Brasil (67), uma vez do Robertão (67) e uma vez do Rio-São Paulo (65). Embora fosse um dos melhores jogadores em sua posição nas décadas de 60 e 70, Dudu não foi muitas vezes convocados para a seleção brasileira. Vestiu a camisa canarinha por 13 vezes. Encerrou a carreira de jogador em 1975 e logo em seguida começou a de técnico, comandando o time alviverde campeão paulista de 76 (título conquistado sobre o XV de Piracicaba, gol de Jorge Mendonça). Chegou a trabalhar como treinador palmeirense em outras ocasiões. Dirigiu ainda a Ferroviária e a Desportiva (ES). Hoje, Dudu, um dos maiores ídolos da história do Verdão, está aposentado, mas ainda ajuda na Cooperativa de ex-jogadores. Números pelo Palmeiras Como jogador palmeirense, entre os anos de 1964 e 1976, Dudu realizou 609 partidas (340 vitórias, 160 empaes e 109 derrotas) e marcou 25 gols. Como técnico do alviverde, Dudu comandou a equipe em 142 partidas (75 vitórias, 45 empates e 22 derrotas). Lembrando que o treinador teve três passagens pelo Verdão: de 1976 a 1977; 1981 e de 1990 a 1991). Os números de Dudu no Palmeiras estão no "Almanaque do Palmeiras", de Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti. Elogios do sobrinho Júnior, que também foi volante do Palmeiras e se tornou técnico, não esconde sua admiração pelo tio Dudu. "A gente sempre precisa se espelhar em pessoas como ele. Tenho a honra de procurar seguir o exemplo de meu tio, que é uma pessoa correta e que sempre se preocupou com todo mundo", contou Dorival Júnior, técnico finalista do Paulistão de 2007, pelo São Caetano, e que foi dirigir o Cruzeiro no Brasileirão do mesmo ano. Dudu foi um dos 47 jogadores convocados, pelo técnico Vicente Feola, para o período de treinamento que visava conquistar a Copa da Inglaterra e, consequentemente, o tricampeonato mundial de futebol. Infelizmente deu tudo errado. Os 47 jogadores convocados, devido a forte pressão dos dirigentes dos clubes, para o período de treinamento em Serra Negra-SP e Caxambu-MG como preparação para a Copa de 66, na Inglaterra, foram: Fábio – São Paulo, Gylmar – Santos, Manga – Botafogo, Ubirajara Mota – Bangu e Valdir – Palmeiras (goleiros); Carlos Alberto Torres – Santos, Djalma Santos – Palmeiras, Fidélis – Bangu, Murilo – Flamengo, Édson Cegonha – Corinthians, Paulo Henrique – Flamengo e Rildo – Botafogo (laterais); Altair – Fluminense, Bellini – São Paulo, Brito – Vasco, Ditão – Flamengo, Djalma Dias – Palmeiras, Fontana – Vasco, Leônidas – América/RJ, Orlando Peçanha – Santos e Roberto Dias – São Paulo (zagueiros); Denílson – Fluminense, Dino Sani – Corinthians, Dudu – Palmeiras, Edu – Santos, Fefeu – São Paulo, Gérson – Botafogo, Lima – Santos, Oldair – Vasco e Zito – Santos (apoiadores); Alcindo – Grêmio, Amarildo – Milan, Célio – Vasco, Flávio – Corinthians, Garrincha – Corinthians, Ivair – Portuguesa de Desportos, Jair da Costa – Inter de Milão, Jairzinho – Botafogo, Nado-Náutico, Parada – Botafogo, Paraná – São Paulo, Paulo Borges – Bangu, Pelé – Santos, Servílio – Palmeiras, Rinaldo – Palmeiras, Silva – Flamengo e Tostão – Cruzeiro (atacantes). Dos 47 convocados por Vicente Feola, para esse infeliz período de treinamentos, acabaram viajando para a Inglaterra os seguintes 22 "sobreviventes": Gylmar e Manga (goleiros); Djalma Santos, Fidélis, Paulo Henrique e Rildo (laterais); Bellini, Altair, Brito e Orlando Peçanha (zagueiros); Denílson, Lima, Gérson e Zito (apoiadores); Garrincha, Edu, Alcindo, Pelé, Jairzinho, Silva, Tostão e Paraná (atacantes).

Amistoso 1965 - Em 21 de novembro de 1965, a Seleção Brasileira empatou com a URSS por 2 a 2, no estádio do Maracanã no Rio de Janeiro. Gols de Gérson e Pelé e para os soviéticos, Metrevelli e Banichevski. Da esquerda para a direita: o massagista Mário Américo, Djalma Santos, Bellini, Manga, Orlando Peçanha, Dudu e Rildo, todos em pé. Agachados: Jairzinho, Gérson, Flávio Minuano, Pelé, Paraná e Pai Santana. Foto Enviada por Roberto Saponari.
Time palmeirense que representou a seleção brasileira em 7 de setembro de 1965, na inauguração do estádio do Mineirão. Na oportunidade, o Palmeiras-Brasil venceu o Uruguai pelo placar de 3 a 0. Em pé, da esquerda para a direita: o diretor Ferruccio Sandoli, Djalma Santos, Valdir Joaquim de Moraes, Waldemar Carabina, Dudu, o treinador Filpo Núñez, Djalma Dias, Ferrari e um outro diretor do Verdão. Agachados: o mordomo Romeu, Julinho Botelho, Servílio, Tupãzinho, Ademir da Guia, Rinaldo e o massagista Rei

por Rogério Micheletti
Ao lado de Ademir da Guia, Dudu formou um dos melhores meios-de-campo do país nos anos 60 e 70. Ele foi um marcador leal, mas não ficava só restrito ao combate. Era o pulmão alviverde, mas também tinha inteligência para sair jogando. Nascido no dia 7 de novembro de 1939, em Araraquara (SP), Olegário Tolói de Oliveira, o Dudu,
começou a carreira na Ferroviária e chegou ao Palmeiras em 1964. Sua estréia foi na derrota do Palmeiras para o Santos por 2 a 1, num sábado à noite no Pacaembu. Para o Santos marcaram Zito (no gol dos portões monumentais) e Peixinho (no gol da saudoso Concha Acústico - hoje, o famoso tobogã). Para o Palmeiras descontou Julinho Botelho (no gol dos portões monumentais). O jogo foi válido pelo Torneio Rio-São Paulo/Roberto Gomes Pedrosa. Dudu vestiu a camisa do Verdão até 1975, fazendo parte das duas gloriosas acadamias da Sociedade Esportiva Palmeiras. As duas que, curiosamente, contavam com Ademir da Guia também. O volante foi três vezes campeão paulista pelo Palmeiras (66, 72 e 74), duas vezes brasileiro (72 e 73), uma vez da Taça Brasil (67), uma vez do Robertão (67) e uma vez do Rio-São Paulo (65). Embora fosse um dos melhores jogadores em sua posição nas décadas de 60 e 70, Dudu não foi muitas vezes convocados para a seleção brasileira. Vestiu a camisa canarinha por 13 vezes. Encerrou a carreira de jogador em 1975 e logo em seguida começou a de técnico, comandando o time alviverde campeão paulista de 76 (título conquistado sobre o XV de Piracicaba, gol de Jorge Mendonça). Chegou a trabalhar como treinador palmeirense em outras ocasiões. Dirigiu ainda a Ferroviária e a Desportiva (ES). Hoje, Dudu, um dos maiores ídolos da história do Verdão, está aposentado, mas ainda ajuda na Cooperativa de ex-jogadores. Números pelo Palmeiras Como jogador palmeirense, entre os anos de 1964 e 1976, Dudu realizou 609 partidas (340 vitórias, 160 empaes e 109 derrotas) e marcou 25 gols. Como técnico do alviverde, Dudu comandou a equipe em 142 partidas (75 vitórias, 45 empates e 22 derrotas). Lembrando que o treinador teve três passagens pelo Verdão: de 1976 a 1977; 1981 e de 1990 a 1991). Os números de Dudu no Palmeiras estão no "Almanaque do Palmeiras", de Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti. Elogios do sobrinho Júnior, que também foi volante do Palmeiras e se tornou técnico, não esconde sua admiração pelo tio Dudu. "A gente sempre precisa se espelhar em pessoas como ele. Tenho a honra de procurar seguir o exemplo de meu tio, que é uma pessoa correta e que sempre se preocupou com todo mundo", contou Dorival Júnior, técnico finalista do Paulistão de 2007, pelo São Caetano, e que foi dirigir o Cruzeiro no Brasileirão do mesmo ano. Dudu foi um dos 47 jogadores convocados, pelo técnico Vicente Feola, para o período de treinamento que visava conquistar a Copa da Inglaterra e, consequentemente, o tricampeonato mundial de futebol. Infelizmente deu tudo errado. Os 47 jogadores convocados, devido a forte pressão dos dirigentes dos clubes, para o período de treinamento em Serra Negra-SP e Caxambu-MG como preparação para a Copa de 66, na Inglaterra, foram: Fábio – São Paulo, Gylmar – Santos, Manga – Botafogo, Ubirajara Mota – Bangu e Valdir – Palmeiras (goleiros); Carlos Alberto Torres – Santos, Djalma Santos – Palmeiras, Fidélis – Bangu, Murilo – Flamengo, Édson Cegonha – Corinthians, Paulo Henrique – Flamengo e Rildo – Botafogo (laterais); Altair – Fluminense, Bellini – São Paulo, Brito – Vasco, Ditão – Flamengo, Djalma Dias – Palmeiras, Fontana – Vasco, Leônidas – América/RJ, Orlando Peçanha – Santos e Roberto Dias – São Paulo (zagueiros); Denílson – Fluminense, Dino Sani – Corinthians, Dudu – Palmeiras, Edu – Santos, Fefeu – São Paulo, Gérson – Botafogo, Lima – Santos, Oldair – Vasco e Zito – Santos (apoiadores); Alcindo – Grêmio, Amarildo – Milan, Célio – Vasco, Flávio – Corinthians, Garrincha – Corinthians, Ivair – Portuguesa de Desportos, Jair da Costa – Inter de Milão, Jairzinho – Botafogo, Nado-Náutico, Parada – Botafogo, Paraná – São Paulo, Paulo Borges – Bangu, Pelé – Santos, Servílio – Palmeiras, Rinaldo – Palmeiras, Silva – Flamengo e Tostão – Cruzeiro (atacantes). Dos 47 convocados por Vicente Feola, para esse infeliz período de treinamentos, acabaram viajando para a Inglaterra os seguintes 22 "sobreviventes": Gylmar e Manga (goleiros); Djalma Santos, Fidélis, Paulo Henrique e Rildo (laterais); Bellini, Altair, Brito e Orlando Peçanha (zagueiros); Denílson, Lima, Gérson e Zito (apoiadores); Garrincha, Edu, Alcindo, Pelé, Jairzinho, Silva, Tostão e Paraná (atacantes).
Amistoso 1965 - Em 21 de novembro de 1965, a Seleção Brasileira empatou com a URSS por 2 a 2, no estádio do Maracanã no Rio de Janeiro. Gols de Gérson e Pelé e para os soviéticos, Metrevelli e Banichevski. Da esquerda para a direita: o massagista Mário Américo, Djalma Santos, Bellini, Manga, Orlando Peçanha, Dudu e Rildo, todos em pé. Agachados: Jairzinho, Gérson, Flávio Minuano, Pelé, Paraná e Pai Santana. Foto Enviada por Roberto Saponari.
Time palmeirense que representou a seleção brasileira em 7 de setembro de 1965, na inauguração do estádio do Mineirão. Na oportunidade, o Palmeiras-Brasil venceu o Uruguai pelo placar de 3 a 0. Em pé, da esquerda para a direita: o diretor Ferruccio Sandoli, Djalma Santos, Valdir Joaquim de Moraes, Waldemar Carabina, Dudu, o treinador Filpo Núñez, Djalma Dias, Ferrari e um outro diretor do Verdão. Agachados: o mordomo Romeu, Julinho Botelho, Servílio, Tupãzinho, Ademir da Guia, Rinaldo e o massagista Rei
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