quinta-feira, 24 de abril de 2014

O Atlético Mineiro jogou como um time pequeno. Encolhido na defesa, escapou de uma goleada. Perdeu apenas por 1 a 0 para o Nacional em Medellin. Deu muita saudade de Cuca…

1getty3 O Atlético Mineiro jogou como um time pequeno. Encolhido na defesa, escapou de uma goleada. Perdeu apenas por 1 a 0 para o Nacional em Medellin. Deu muita saudade de Cuca...
Não era possível ser o Atlético Mineiro.
Não o campeão da Libertadores da América.
Com futebol insinuante, coragem, força ofensiva assustadora.
Não era.
Os jogadores são praticamente os mesmos.
Porém a diferença é constrangedora.

A equipe entrou com medo inaceitável em Medelin.
Sua postura encolhida parecia que enfrentaria o Bayern.
E em Munique.
Era apenas o Nacional.
Mas Paulo Autuori superestimou o adversário.
Travou seu time com DNA ofensivo na defesa.
Não bastassem três zagueiros, obrigou seus atacantes a marcar.
Os marcadores pelos lados eram proibidos de passar o meio de campo.
O Atlético Mineiro atuou em um inacreditável 3-6-1.
Deu toda a iniciativa para os colombianos.
Juan Carlos Osorio não esperava tanta covardia.
O campeão da América se portava como time pequeno.
Sem o mínimo orgulho.
Seu maior mérito era dar chutões.
Não tinha a menor articulação tática para contragolpes.
Ronaldinho Gaúcho outra vez andava em campo.
Ocupava um espaço importantíssimo, o de armador da equipe.
Só que mais uma vez estava disperso, improdutivo.
Tardelli tentava jogar por ele e por Ronaldinho.
Fernandinho tinha a obrigação de correr atrás de lateral.
Jô se desesperava na frente, já que a bola não chegava na frente.
O Nacional foi forçado a atacar.
A equipe é competitiva, mas ortodoxa.
Usa o 4-4-2, alternando para o 4-3-3.
Seus atacantes correm muito.
Apesar de superpovoado o meio de campo, Cárdenas tinha espaço.
Com toda a liberdade para impor o ritmo acelerado.
O Nacional levava toda a vantagem atacando em bloco.
Réver voltava ao time completamente sem ritmo.
Sobrecarregava Otamendi e Leonardo Silva.
Pierre e Leandro Donizete davam espaço.
E os colombianos bombardearam o gol brasileiro.
2getty O Atlético Mineiro jogou como um time pequeno. Encolhido na defesa, escapou de uma goleada. Perdeu apenas por 1 a 0 para o Nacional em Medellin. Deu muita saudade de Cuca...
Se não fosse Victor, o Atlético Mineiro seria goleado.
Ele fez pelo menos quatro excelentes defesas.
A apatia de Paulo Autuori no banco era irritante.
Há limites para um treinador ser zen.
A sua falta de vibração passava para o time.
Ele não aproveitou o fato do primeiro tempo ter terminado 0 a 0.
O Atlético voltou com a mesma equipe.
Pior, com a igual postura.
Sem atitude.
Deixando toda a iniciativa do jogo aos colombianos.
Continuou o massacre.
Victor espalmando e a bola rondando a pequena área.
Só na parte final, faltando 15 minutos, Autuori acordou.
Tirou o apático Ronaldinho e o improdutivo Fernandinho.
Guilherme e Marion deveriam ter entrado muito antes.
Mostraram mais raça, vontade.
O empate mais injusto da Libertadores ia se concretizando.
Quando, aos 46 minutos, veio a justiça.
Cárdenas acertou ótimo chute da entrada da área.
E desta vez conseguiu vencer Victor.
1 a 0, Nacional.
O placar é reversível na próxima quinta, no Horto.
Mas desde que Autuori perceba o time que tem nas mãos.
Sua covarde estratégia ameaça o futuro do Atlético.
Os jogadores mesmo, como Leandro Donizete, reclamaram.
Detestaram ficar presos no seu campo.
Correndo atrás do time colombiano que não é nada extraordinário.
Alexandre Kalil já deve ter percebido.
Até agora o futebol mostra que errou feio ao substituir Cuca.
A melhor fase de Autuori foi há nove anos.
Quando ganhou a Libertadores e o Mundial com o São Paulo em 2005.
Desde então, trabalhos pífios, irrelevantes.
Kalil foi alertado.
Mas resolveu arriscar.
A escolha foi absolutamente do presidente.
No Mineiro e na primeira fase, o time já colecionou decepções.
E precisa mudar de forma radical para se classificar às quartas.
Se não, o sonho de bicampeão da Libertadores pode acabar.
Muito, mas muito antes do aceitável.
A situação é bem delicada.
A eliminação ainda nas oitavas se mostra bastante possível.
Autuori não entendeu ainda o elenco que tem nas mãos.
Quando descobrir pode ser tarde.
A saudade de Cuca na Cidade do Galo é enorme...
 O Atlético Mineiro jogou como um time pequeno. Encolhido na defesa, escapou de uma goleada. Perdeu apenas por 1 a 0 para o Nacional em Medellin. Deu muita saudade de Cuca...

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