Cabo Leandro Pinto perguntou ao delegado como está namorada.
Ele tinha sido afastado pela PM da corporação por problemas psiquiátricos.
O militar se entregou à polícia na tarde desta segunda-feira (28). Ele, que estava foragido, não prestou depoimento devido ao seu estado. Diante do que foi apurado até então, há indícios de que o motivo do crime tenha sido passional. O delegado quer que Leandro explique a origem dos braceletes, do dinheiro (R$ 63 mil) e do cheque de R$ 200 mil encontrados em sua casa.
Embora não haja sindicância contra ele, o PM estava afastado para tratamento de saúde, de acordo com a nota, e não poderia andar armado.
Pouco mais de duas semanas antes de ser assassinada, a dentista de 25 anos fez uma declaração de amor para o namorado em uma rede social. Fabíola foi morta a tiros na madrugada de domingo (27), em Olaria, Subúrbio do Rio.
“Sou muito feliz e grata a Deus por colocar você na minha vida, meu amor! Quero você pra sempre minha vida! Temos a cada dia mais provas de como Deus se agrada do nosso amor e vamos retribuir tudo tão maravilhoso que Ele tem feito nas nossas vidas! Amém!”, escreveu Fabíola na mensagem no Facebook.
Amigos lamentaram a morte da jovem na página da internet. Muitos pediam que a justiça seja feita e o chamavam de “assassino”, “covarde” e “canalha”. Em outra mensagem, uma amiga afirmou que Leandro “acabou de marcar a vida com o sangue de uma inocente”.
Crime
O PM suspeito de matar a dentista de 25 anos a tiros foi indiciado por homicídio qualificado e pode pegar até 30 anos de prisão.
O crime aconteceu por volta de 5h de domingo. O casal havia voltado de um pagode, do qual Leandro seria um dos donos. Os policiais da Divisão de Homicidios fizeram uma busca a casa do suspeito e encontraram R$ 63 mil em dinheiro, jóias e um cheque de R$ 200 mil. Os agentes apreenderam também um laptop. O carro de Fabíola foi levado para a delegacia e passou por perícia.
O delegado responsável pelas investigações, André Leiras, afirmou que a mãe de Leandro presenciou o crime e prestou depoimento. “A principal testemunha, sem dúvida nenhuma, é a mãe do policial. Ela presenciou o crime e tentou intervir, mas não conseguiu”, afirmou.
Os policiais descobriram que a página que Leandro mantinha em uma rede social, havia sido apagada. Segundo a família de Fabíola, o casal namorava há dez meses. Ainda de acordo com os parentes, os dois chegaram a terminar o namoro em março, mas reataram em seguida. "O comportamento dele não era normal", disse o pai de Fabíolo, Marcos Peixoto. Ele descreve ainda o policial como um homem ciumento.
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