Everaldo Lopes [e_lopes@tribunadonorte.com.br
Em 1914, o mundo vivia os horrores da 1ª Guerra Mundial. O continente europeu estava transformado num mar de sangue, milhões de corpos cobriam as trincheiras, por muitos quilômetros. O presidente da República do Brasil, na época, Venceslau Brás procurou manter o Brasil longe do conflito, o que quase alcançava, já que só entramos na Guerra já próximo do final, sem perda de vida de brasileiros. Se houve óbitos, foram consequência de uma epidemia de gripe, contraída quando os
brasileiros chegaram ao porto de Dakar, inclusive doentes antes mesmo de chegarem ao “front” dos combates finais. O Brasil passou por momentos críticos na época. Inclusive no aspecto econômico, sendo forçado a destruir sua maior riqueza econômica que eram os cafezais, para evitar a baixa do preço no mercado internacional. Houve crise também no futebol, já que as federações estaduais foram sendo fundadas sem um maior critério, cada entidade criando textos diferentes, além da comunicação muito difícil entre as ligas primitivas, tudo na base de telegramas ou oficios pelo correio.
Cem anos (2)
Passado o susto da I Guerra Mundial, o Brasil entrou em fase de expansão, modernismo, amor aos esportes, principalmente o futebol. São Paulo era o centro de tudo, inclusive foi a primeira capital a promover a vinda de uma equipe inglesa para amistosos. Foi naquele momento que surgiu a primeira Seleção Brasileira, e despontou o maior craque – o paulista Arthur Friendenreich, centro-avante dos maiores da década. O primeiro título foi ganhar a Copa Roca lá em Buenos Aires, a equipe brasileira jogando com Marcos de Mendonça, Píndaro e Lagreca, Rubens Salles, Nery e Mário, Milton, Oswaldo, Barthô, Friendenreich, Formiga e Arnaldo.
Friendenreich
Passado o susto da I Guerra Mundial, o Brasil entrou em fase de expansão, modernismo, amor aos esportes, principalmente o futebol. São Paulo era o centro de tudo, inclusive foi a primeira capital a promover a vinda de uma equipe inglesa para amistosos. Foi naquele momento que surgiu a primeira Seleção Brasileira, e despontou o maior craque – o paulista Arthur Friendenreich.
O 1º título
A seleção que conquistou o primeiro título sul-americano não tinha um só negro. Eram todos rapazes das melhores famílias. O primeiro feito foi ganhar a Copa Roca lá em Buenos Aires, a seleção brasileira jogando com Marcos, Píndaro e Lagreca, Rubens Salles, Nery e Mário, Milton, Oswaldo, Barthô, Friendenreich e Formiga. Curiosamente, não era citado nome do treinador.
1950: goleada na estreia
O futebol brasileiro vive nesta Copa a comemoração pelos 100 anos de sua primeira seleção nacional, e ao mesmo tempo a alegria de sediar uma segunda Copa do Mundo. A primeira, teve sua largada no dia 24 de junho de 1950, por pouco também não seria um outro Brasil x México, como aconteceu naquele ano, no final com uma goleada de 4x0 sobre os mexicanos, gols de Ademir Menezes (2) Jair Rosa Pinto e Baltazar, arbitragem de George Reader, inglês, o Brasil com Barbosa, Augusto e Juvenal, Ely, Danilo e Bigode, Maneca, Ademir, Baltazar, Jair e Friaça.
Sistema inovador
A formação lançada em 1914, logo adotada pelos técnicos tinha o goleiro, dois zagueiros, três homens no meio de campo, e cinco atacantes. Como a escalação da equipe tinha o detalhe curioso de que, nem sempre nos noticiários era citado o nome do treinador, deixava entender que o próprio “capítão” da equipe escolhia era quem escolhia os 11 melhores jogadores.
Garrincha x Pelé
Numa longa entrevista dada por Pelé à Placar, ele cita o desempenho da dupla Pelé-Garrincha, nas Copas de 58 e 62. Na Suécia, Pelé e Mané deixaram enlouquecidos os adversários do Brasil. O craque da pernas tortas, tabelando com Pelé, era atração nos jogos do Brasil. Pelé ressalta a teimosia do amigo Garrincha, querendo driblar todo mundo. Pelé dava a bola, Garrincha começava a driblar os suecos. Ia e voltava. E Pelé gritava: “Porra, seu filho da p,,,! Desgraçado! Tá querendo me f … Mané?!
Os que apitaram Copas
Nada menos de 14 árbitros brasileiros já atuaram em Mundiais: Gilberto Almeida (1930), Gama Malcher. Mário Gardelli e Mário Viana (1950), João Etzel (62), Armando Marques (66 e 74), Ayrton Vieira (70), Arnaldo C. Coelho (78 e 82), Romualdo Arpp (90) e José R. Wrigth (90), Renato Marsiglia (98) e Carlos Simon (2002, 2006 e 2010).
Em 1914, o mundo vivia os horrores da 1ª Guerra Mundial. O continente europeu estava transformado num mar de sangue, milhões de corpos cobriam as trincheiras, por muitos quilômetros. O presidente da República do Brasil, na época, Venceslau Brás procurou manter o Brasil longe do conflito, o que quase alcançava, já que só entramos na Guerra já próximo do final, sem perda de vida de brasileiros. Se houve óbitos, foram consequência de uma epidemia de gripe, contraída quando os
brasileiros chegaram ao porto de Dakar, inclusive doentes antes mesmo de chegarem ao “front” dos combates finais. O Brasil passou por momentos críticos na época. Inclusive no aspecto econômico, sendo forçado a destruir sua maior riqueza econômica que eram os cafezais, para evitar a baixa do preço no mercado internacional. Houve crise também no futebol, já que as federações estaduais foram sendo fundadas sem um maior critério, cada entidade criando textos diferentes, além da comunicação muito difícil entre as ligas primitivas, tudo na base de telegramas ou oficios pelo correio.
Cem anos (2)
Passado o susto da I Guerra Mundial, o Brasil entrou em fase de expansão, modernismo, amor aos esportes, principalmente o futebol. São Paulo era o centro de tudo, inclusive foi a primeira capital a promover a vinda de uma equipe inglesa para amistosos. Foi naquele momento que surgiu a primeira Seleção Brasileira, e despontou o maior craque – o paulista Arthur Friendenreich, centro-avante dos maiores da década. O primeiro título foi ganhar a Copa Roca lá em Buenos Aires, a equipe brasileira jogando com Marcos de Mendonça, Píndaro e Lagreca, Rubens Salles, Nery e Mário, Milton, Oswaldo, Barthô, Friendenreich, Formiga e Arnaldo.
Friendenreich
Passado o susto da I Guerra Mundial, o Brasil entrou em fase de expansão, modernismo, amor aos esportes, principalmente o futebol. São Paulo era o centro de tudo, inclusive foi a primeira capital a promover a vinda de uma equipe inglesa para amistosos. Foi naquele momento que surgiu a primeira Seleção Brasileira, e despontou o maior craque – o paulista Arthur Friendenreich.
O 1º título
A seleção que conquistou o primeiro título sul-americano não tinha um só negro. Eram todos rapazes das melhores famílias. O primeiro feito foi ganhar a Copa Roca lá em Buenos Aires, a seleção brasileira jogando com Marcos, Píndaro e Lagreca, Rubens Salles, Nery e Mário, Milton, Oswaldo, Barthô, Friendenreich e Formiga. Curiosamente, não era citado nome do treinador.
1950: goleada na estreia
O futebol brasileiro vive nesta Copa a comemoração pelos 100 anos de sua primeira seleção nacional, e ao mesmo tempo a alegria de sediar uma segunda Copa do Mundo. A primeira, teve sua largada no dia 24 de junho de 1950, por pouco também não seria um outro Brasil x México, como aconteceu naquele ano, no final com uma goleada de 4x0 sobre os mexicanos, gols de Ademir Menezes (2) Jair Rosa Pinto e Baltazar, arbitragem de George Reader, inglês, o Brasil com Barbosa, Augusto e Juvenal, Ely, Danilo e Bigode, Maneca, Ademir, Baltazar, Jair e Friaça.
Sistema inovador
A formação lançada em 1914, logo adotada pelos técnicos tinha o goleiro, dois zagueiros, três homens no meio de campo, e cinco atacantes. Como a escalação da equipe tinha o detalhe curioso de que, nem sempre nos noticiários era citado o nome do treinador, deixava entender que o próprio “capítão” da equipe escolhia era quem escolhia os 11 melhores jogadores.
Garrincha x Pelé
Numa longa entrevista dada por Pelé à Placar, ele cita o desempenho da dupla Pelé-Garrincha, nas Copas de 58 e 62. Na Suécia, Pelé e Mané deixaram enlouquecidos os adversários do Brasil. O craque da pernas tortas, tabelando com Pelé, era atração nos jogos do Brasil. Pelé ressalta a teimosia do amigo Garrincha, querendo driblar todo mundo. Pelé dava a bola, Garrincha começava a driblar os suecos. Ia e voltava. E Pelé gritava: “Porra, seu filho da p,,,! Desgraçado! Tá querendo me f … Mané?!
Os que apitaram Copas
Nada menos de 14 árbitros brasileiros já atuaram em Mundiais: Gilberto Almeida (1930), Gama Malcher. Mário Gardelli e Mário Viana (1950), João Etzel (62), Armando Marques (66 e 74), Ayrton Vieira (70), Arnaldo C. Coelho (78 e 82), Romualdo Arpp (90) e José R. Wrigth (90), Renato Marsiglia (98) e Carlos Simon (2002, 2006 e 2010).
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