Acabou em pizza a reunião do comando da campanha do PMDB com representantes de partidos e deputados para tratar de coligações.
Já eram 10 os deputados presentes.
Todos resolveram deixar a sala Newton Navarro, no Imirá, para irem ao apartamento do governadorável Henrique Alves (PMDB).
A intenção é implodir uma das duas coligações pequenas, deixando apenas uma e o chapão.
O que os deputados não aceitam é a participação do deputado Antônio Jácome, presidente do PMN, em duas composições: numa coligação pequena, com facilidades de sobras de votos para eleger deputado estadual o filho vereador Jacó Jácome, e no chapão de federal, disputando ele próprio uma vaga na bancada da Câmara.
A crise na chapa do PMDB tem nome e partido: Antônio Jácome do PMN.
Mas, tem mais um porém.
Como tem se falado em tirar o PPS de Wober Júnior da coligação formada pelo G7, para incluir no chapão, atrapalhando a vida da pré-candidata do partido, Francielle Lopes, que apóia Robinson Faria e não Henrique, os integrantes do G7 já começam a gritar.
O presidente do PHS, Leandro Prudêncio, que faz parte do G7, disse há pouco que se um partido qualquer for retirado do G7, o PHS vai apoiar a chapa adversária, do vice-governador Robinson Faria (PSD).
Prudêncio disse ainda que essa é a mesma visão de Wober.
A confusão já deve ter começado no apartamento de Henrique.
E vai aumentar.
É que quem está indo para lá é o deputado Antônio Jácome.
Dispostíssimo a não aceitar o que os deputados estão querendo fazer com o PMN.
Afinal de contas, ele já tinha acertado tudo com Henrique.
A reunião dos partidos aliados com o comando da campanha do governadorável Henrique Alves não começou bem.
Pesada, é a palavra.
O deputado Kelps deixou bem clara a insatisfação do Solidariedade e do PROS com a formação das coligações beneficiando mais uns e deixando no aperto outros.
Depois, um bate-boca rolou envolvendo os deputados Kelps Lima e Gustavo Fernandes, mais os coordenadores Benes Leocádio e Elias Fernandes.
Chateados, os deputados Gustavo Fernandes e Nelter Queiroz se retiraram da reunião.
Ficaram de voltar depois.
Se continuar nesse clima, difícil o governadorável Henrique Alves aparecer no Imirá.
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