Argentino é investigado pela receita espanhola há dois anos e teria usado partidas altruístas para lavagem de dinheiro
Em depoimento à justiça espanhola, Marín se contradisse. Segundo o jornal, o empresário disse primeiro que Messi não cobrava nada para esses eventos. Depois, admitiu que para cada um dos seis jogos beneficentes que disputou nos Estados Unidos entre 2012 e 2013, a fundação do jogador recebeu US$ 50 mil, um total de US$ 300 mil. Pressionado pelos questionadores, reconheceu que transferiu o dinheiro para uma conta em banco de Curaçao, paraíso fiscal no Caribe.
Além dos jogos nos Estados Unidos, Messi também fez partidas beneficentes em Medellín e Bogotá, na Colômbia. Segundo o empresário, a partir do arrecadado nestes jogos, pretensamente beneficentes, cinco transferências bancárias foram feitas para a mesma conta em Curaçao.
O juiz que cuida do caso, Eduardo Lopez Palop, deve enviar uma carta rogatória para o paraíso fiscal para determinar quem está realmente por trás da conta. Nos documentos de transferências feitas há manuscritos com os sobrenomes “Messi e Marin”.
Quanto às suspeitas em relação a contas em Hong Kong, o inquérito afirma que há testemunhas que falam em depósitos de US$ 4 milhões de dólares que Messi teria recebido por essas partidas beneficentes.
A justiça de Madri agora busca provas de que o proprietário dessas contas é Messi ou suas empresas. Por ter residência em Barcelona, o astro argentino é obrigado a pagar impostos na Espanha pela receita que receber fora ou dentro do país. Não declarar receitas superiores a US$ 120 mil é tratado como delito fiscal na Espanha e por isso Messi pode receber multa milionária.
Fonte: IG
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Os comentários serão avaliados antes de serem liberados