domingo, 11 de janeiro de 2015

O que é a "Muda Forçada" em aves de postura

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A muda forçada tem como características a redução do consumo de alimento, a perda de penas e a regressão acentuada no peso corporal e no trato reprodutivo, visando um
novo ciclo de produção. É realizada no final do primeiro ciclo de postura, em torno de 70 semanas de idade, fazendo com que a ave produza por mais um ciclo de 25 a 30 semanas, podendo atingir novo pico de produção em torno de 85%.

Para utilização dessa prática, é necessário algumas providências iniciais como: observar se o plantel é sadio; realizar uma seleção e retirar as aves refugo; fazer a pesagem de uma amostra, em torno de 10% do plantel em lotes inferiores a 1.000 aves; 5% se o lote variar de 1.000 a 5.000 aves; e 1% em lotes acima de 5.000 aves; fazer homogeneização da lotação por gaiola ou por boxes.

O período de jejum (sem alimento) não é fixo, depende da gordura acumulada pelas aves e da capacidade da linhagem em perder peso. Portanto, deve-se voltar a alimentar as aves quando: o peso se aproximar daquele do início da produção (20 semanas de idade); ou, o lote perder em torno de 25% a 30% do peso em que se iniciou a muda; ou, as aves atingirem no máximo 12 dias sem alimento; ou, a mortalidade atingir 1,5% do lote.

A decisão em efetuar um programa de muda forçada deve levar em conta a disponibilidade e custo da cria e recria de frangas para reposição, comparado ao custo de manutenção das poedeiras por um período não produtivo em torno de 10 semanas. Havendo vantagens econômicas, o programa de muda forçada pode ser utilizado por produtores de ovos comerciais nas seguintes situações: em época de sobra de ovos no mercado, quando o preço apresenta tendência de baixa; em época de entressafra, quando o preço está alto e o nível de produção abaixo da capacidade instalada; quando o avicultor não tiver capacidade financeira para a compra de um novo plantel e que a muda seja mais econômica.

Abaixo, encontra-se um método simples e eficiente (adaptado do método Califórnia), que já foi utilizado com sucesso, várias vezes, na Embrapa Suínos e Aves.
Proposta para a prática de execução da muda forçada

Fornecer água à vontade; retirar a luz do dia 1 ao dia 20; reiniciar o programa de luz a partir do dia 21 até atingir 17 h/dia; manter 17 h de luz natural + artificial/dia, constante até o final da produção; do dia 1 ao dia 9 deixar sem alimento; retornar o alimento gradativamente; dia 10 oferecer 20g de milho/ave/dia; do dia 11 ao 19 aumentar 4g de milho/ave/dia; interromper o fornecimento de milho e fornecer a ração balaceada de postura: a partir do dia 20 oferecer 60g/ave/dia; dia 21 oferecer 60g/ave/dia; do dia 22 ao 31 aumentar 1g/ave/dia; do dia 32 ao 40 oferecer 70g/ave/dia; do dia 41 ao 49 oferecer 75g/ave/dia; do dia 50 ao 54 oferecer 80g/ave/dia; do dia 55 ao 56 oferecer 85g/ave/dia; do dia 57 ao 60 oferecer 90g/ave/dia; do dia 61 em diante oferecer ração de acordo com a produção de ovos.
Fonte: www.cnpsa.embrapa.br

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