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Projetada para ser o ‘pulmão’ hídrico do Rio Grande do Norte, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, respira com dificuldades.
O maior reservatório do estado alcançou, neste mês, uma das piores médias históricas de reserva de água: 30,4% da capacidade total (2,4 bilhões de metros cúbicos).
Desde o ano passado, a Agência Nacional de Águas (ANA), gestora do reservatório, diminui a distribuição de água pelo reservatório. Com a capacidade total, a barragem consegue liberar até 17 metros cúbicos de água por segundo: hoje, a média é de 9,59 m³/segundo, quase metade da capacidade. A barragem tinha como foco suprir a demanda de água para o projeto de irrigação do Vale do Assú.
A região é dividida em dois lotes, mas apenas um funciona e está sob responsabilidade do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca. Atualmente, 72% (ou 6,8 m³/segundo) da vazão da barragem é destinada à irrigação às margens do Rio Piranhas-Açú.
JáJ a demanda de abastecimento de 34 municípios do estado é atendida por uma vazão de 1,1 m³/segundo. Entretanto a ANA iniciou estudos para conter a demanda destinada à irrigação. De acordo com o superintendente de planejamento da agência, Sérgio Ayrimoraes, um plano estadual para gestão de bacias hidrográficas foi apresentado na última sexta-feira (6) com o objetivo de delimitar um “marco regulatório” do uso das águas no RN.
Informalmente, porém, há uma previsão de que, caso não chova até março, seja suspenso ou pelo menos restrito o abastecimento para irrigação, de acordo com o DNOCS, órgão que administra o perímetro irrigado do Baixo Assú. Somente nos primeiros 37 dias de 2015, a barragem perdeu 1,3 bilhões de litros de água por dia. Entre 31 de dezembro e 31 de janeiro, a barragem secou em 41 bilhões de litros.
Fonte e foto/ Tribuna do Norte.
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