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Por *Edmo Sinedino
Quando a gente sente que o time precisa da “mão” do treinador, acaba tendo a comprovação, infeliz, de que não tem.
Apesar de ter realizado bons jogos sob o comando de Hélio dos Anjos, suas ecalações, mexidas, opções e esquema adotado são prova cabal de seu pouco conhecimento de futebol.
Parece duro? Parece impossível por estar me referindo a um treinador com quase duas décadas de trabalho? Parece, é. Mas, asseguro, é verdade.
Digo sempre: ninguém consegue enganar como treinador de basquete, voleibol, ginástica olímpica, esgrima, judô, karatê e tantas outras modalidades, mas no futebol, subjetivo, isso é facílimo.
Hoje mesmo teve o exemplo. O Náutico, um time sem nada, mal armado, mal escalado, indefinido taticamente, com um homem a mais, merecia ter perdido no primeiro tempo para um ABC capenga, mal mexido.
Dal Pozzo é o técnico. Ganhou duas, já, já vão começar a dizer que ele é um grande treinador.
Volto a dizer que, para ser treinador de futebol no Brasil, basta fazer alguns cursos comandados, dirigidos por incompetentes, ler alguns livros de auto-ajuda, aprender a enrolar, falar difícil e bonito nas entrevista, pronto.
Fiz todo esse “arrodeio” para dizer, ou repetir, o que já disse em outras oportunidades: o ABC está nesta situação por conta de treinadores que nada sabem de futebol.
Já tive várias outras provas, hoje, mais uma. Hélio dos Anjos viu seu zagueiro de centro ser expulso, o que faz? Ele não estava vendo o jogo, imagino, pois sacou, de novo, Erivélton, o jogador lúcido, de bom passe, e que fazia duas funções.
Deixou Edno em campo. Pior: deixou o ABC em campo com seus dois medíocres volantes de marcação que não marcam – Fábio Bahia e Rafael Miranda.
A revolta pela expulsão, que provoca nos jogadores aquele “algo mais”, um correr mais um pouco, encobriu o erro de Dos Anjos.
O ABC foi, acreditem, quem mereceu vencer no segundo tempo.
No segundo, os claros começam a aparecer porque você não tem somente um a menos Tem dois – Edno não participa – tem três, quatro – Bahia e Rafael Miranda – aumentam a distância entre setores.
Os dois volantes, ao mesmo tempo, não conseguem sequer fazer suas funções básicas de marcadores.
O Náutico passeia, faz 1 a 0, 2 a 0, 3 a 0, poderia, se não fosse tão medíocre, ganhar de goleada histórica.
E Hélio dos Anjos, assistindo a tudo isso, trocando somente “seis por meia dúzia”.
E o ABC caminha para o fundo do poço.
*Jornalista e ex-atleta de futebol profissional
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