O policial militar que levou à polícia o filho de 17 anos que estava com um carro e três celulares roubados em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, disse nesta quinta-feira (12) que espera que o adolescente consiga entender sua atitude. Para o pai, essa era a melhor saída para educar do menor. Ele agora espera que o juiz o deixe voltar para casa.
"Eu sei quem tem pais aí que, de repente, estão me julgando porque eu entreguei o meu próprio filho. Mas eu não entreguei. Eu estou tentando resgatar. Entregar é eu simplesmente saber que ele está envolvido, ficar chorando dentro de casa, mas não tomar nenhuma atitude. Não vai adiantar. Eu não vou abandoná-lo, como eu não abandonei. Eu espero que ele tenha visto que tem pessoas que se importam com ele, independente dele estar certo ou errado", disse o PM.
O sargento disse que sempre deixou claro para seus filhos que jamais aceitaria qualquer tipo de comportamento ilícito da parte deles e não seria pelo falo de ser um policial militar o pai deles que ele iria compactuar com esse tipo de comportamento. No caso do filho de 17 anos, não pensou duas vezes.
"É triste saber que ele está desvirtuando tudo o que eu ensinei. Ele é o meu filho mais novo, eu trabalho na área de segurança, e ele e os meus outros filhos cresceram ouvindo de mim que eu jamais iria compactuar ou aceitar que filho meu viesse a se envolver com qualquer tipo de coisa ilícita e que, no conhecimento dos fatos, eu mesmo conduziria à delegacia, e foi o que eu fiz", completou o sargento.

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