domingo, 6 de dezembro de 2015

Afonso Bezerra : A próxima eleição será de tiro curto, 45 dias, haja emoção!

As mudanças na legislação eleitoral trouxeram um componente que vai apimentar o processo de disputa entre os candidatos, será o tempo máximo previsto para a campanha de rua. Com a mudança, o tempo previsto é de 45 dias, haja fôlego e pressão para que o discurso e as ideias cheguem em todos os cantos.
É o chamado tiro curto,  quem souber melhor usar o tempo levará vantagem. Em face disto o custo da campanha deverá ser menor,  algo importante em tempos de crise financeira,  inclusive para as candidaturas alternativas,  as que ficam fora do eixo principal, fora  dos chamados grupos tradicionais.

Outro ponto importante ao nosso ver, será o uso das redes sociais. Será a primeira eleição da era do Watsapp, grupos serão usados para difundir ideias e massificar a imagem do candidato. Sem dúvida,  deverá existir um grupo que vai cobrar debates entre os candidatos, creio que "esse" vai ser criado na época própria.

Com uma eleição  de tiro curto,  um debate poderá ser decisivo para a escolha do candidato  por parte do eleitor mais criterioso, o candidato terá que se expor e mostrar o que de fato pensa da situação e quais as soluções ele aponta para cada problema levantado.

Outro ponto deverá ser a fiscalização de parte a parte,  os candidatos vão se fiscalizar para impedir abusos,  seja financeiro ou de desobediência a lei eleitoral. Uma verdadeira guerra.

Quem for pego infringindo a lei, poderá,  mesmo que eleito, ter o sonho frustrado, ser impedido de ser diplomado e/ ou usufruir do mandato, afinal, o processo eleitoral deve ser pautado pela lisura e pelo respeito a pura e sincera vontade do eleitor.

Candidatos apressados em busca da vitória a todo custo, podem ser surpreendidos por outros candidatos, que mesmo parecendo sem grandes chances de vitória,  porém,  bem assessorados do ponto de vista jurídico podem ocasionar reviravoltas na disputa, inclusive chegando a assumir o mandato.

Todos sabem que em uma eleição,  o candidato tido como eleito, sendo caçado por irregularidades, tais como, compra de votos, abuso de poder econômico entre outros, mesmo obtendo mais de 50% dos votos válidos a eleição é nula e, consequentemente é realizado novo pleito. Porém,  se o caçado tiver tido menos de 50% dos votos (mesmo declarado eleito), a posse será dado automaticamente  ao  candidato com votação inferior, e assim "sucessivamente", o jogo será pesado e o resultado, com uma eleição judicializada é imprevisível.

Nessa eleição de tiro curto o poder de comunicação vai ser muito importante, inclusive para se aferir o que de fato Afonso Bezerra quer.

Em breve,  voltaremos a conversar sobre isto.

Abraços a todos.

Josemberg Santos


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