autorizado para tratar câncer de pulmão metastático ou localmente avançado e melanoma metastático. Em vez de terem como alvo direto o tumor, os medicamentos imunoterápicos potencializam a resposta imunológica do próprio paciente contra o câncer. Uma das vantagens da estratégia é que ela apresenta muito menos efeitos colaterais do que a quimioterapia, por exemplo. Segundo o oncologista Vladmir Cláudio Cordeiro de Lima, do A.C.Camargo Cancer Center, o nivolumabe, da farmacêutica Bristol-Myers Squibb, têm sido testado para vários outros tumores contra os quais demonstra ter potencial. “Ele não ataca o tumor, mas modifica o sistema imunológico, então o mecanismo é igual para todos eles”, explica o médico. Para câncer de pulmão, a droga será indicada para aqueles que, com câncer metastático ou localmente avançado, já se submeteram ao tratamento quimioterápico e não tiveram boa resposta. Em estudos, a sobrevida dos pacientes que receberam a droga dobrou em relação aos que receberam um quimioterápico. A taxa de resposta também foi maior: de 20% com o nivolumabe, contra 9,9% com o quimioterápico convencional. “A resposta ainda não é alta, mas já é muito melhor do que o que se tem com o tratamento convencional”, diz Lima. Preço elevado A partir da aprovação do medicamento, é feita a definição do preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) da Anvisa, o que pode levar cerca de três meses. Segundo Lima, cada aplicação do nivolumabe custa cerca de US$ 18 mil nos Estados Unidos e, para o tratamento, é indicado que se tome uma dose a cada 14 dias por um período indefinido enquanto o paciente estiver respondendo bem à medicação. Uma das características do tratamento é que, no início, o tumor parece progredir antes de começar a diminuir. “Com essa droga, você reativa o sistema imune e o linfócito vai para dentro do tumor. O tumor aumenta de tamanho, mas não porque está crescendo, mas porque as células inflamatórias estão dentro dele, é uma pseudoprogressão.” Já existe no mercado brasileiro outro imunoterápico indicado contra melanoma: o ipilimumabe, cujo nome comercial é Yervoy, também produzido pela Bristol. Segundo especialistas, a busca de imunoterápicos contra câncer é um campo promissor de pesquisa em oncologia. (G1)http://www.marceloabdon.com.br/
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Aprovado primeiro imunoterápico para câncer de pulmão no Brasil
autorizado para tratar câncer de pulmão metastático ou localmente avançado e melanoma metastático. Em vez de terem como alvo direto o tumor, os medicamentos imunoterápicos potencializam a resposta imunológica do próprio paciente contra o câncer. Uma das vantagens da estratégia é que ela apresenta muito menos efeitos colaterais do que a quimioterapia, por exemplo. Segundo o oncologista Vladmir Cláudio Cordeiro de Lima, do A.C.Camargo Cancer Center, o nivolumabe, da farmacêutica Bristol-Myers Squibb, têm sido testado para vários outros tumores contra os quais demonstra ter potencial. “Ele não ataca o tumor, mas modifica o sistema imunológico, então o mecanismo é igual para todos eles”, explica o médico. Para câncer de pulmão, a droga será indicada para aqueles que, com câncer metastático ou localmente avançado, já se submeteram ao tratamento quimioterápico e não tiveram boa resposta. Em estudos, a sobrevida dos pacientes que receberam a droga dobrou em relação aos que receberam um quimioterápico. A taxa de resposta também foi maior: de 20% com o nivolumabe, contra 9,9% com o quimioterápico convencional. “A resposta ainda não é alta, mas já é muito melhor do que o que se tem com o tratamento convencional”, diz Lima. Preço elevado A partir da aprovação do medicamento, é feita a definição do preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) da Anvisa, o que pode levar cerca de três meses. Segundo Lima, cada aplicação do nivolumabe custa cerca de US$ 18 mil nos Estados Unidos e, para o tratamento, é indicado que se tome uma dose a cada 14 dias por um período indefinido enquanto o paciente estiver respondendo bem à medicação. Uma das características do tratamento é que, no início, o tumor parece progredir antes de começar a diminuir. “Com essa droga, você reativa o sistema imune e o linfócito vai para dentro do tumor. O tumor aumenta de tamanho, mas não porque está crescendo, mas porque as células inflamatórias estão dentro dele, é uma pseudoprogressão.” Já existe no mercado brasileiro outro imunoterápico indicado contra melanoma: o ipilimumabe, cujo nome comercial é Yervoy, também produzido pela Bristol. Segundo especialistas, a busca de imunoterápicos contra câncer é um campo promissor de pesquisa em oncologia. (G1)http://www.marceloabdon.com.br/
Assinar:
Postar comentários (Atom)
PRF apreende anfetamina com caminhoneiro em João Câmara
A Polícia Rodoviária Federal abordou, na última sexta-feira 17, em João Câmara, um motorista de caminhão e apreendeu uma cartela com 12 com...
-
Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já podem ser acessados por meio da Página do Participante , utilizando o login único...
-
Um dos principais benefícios trabalhistas do país, o décimo terceiro salário tem a primeira parcela paga até esta quinta-feira (30). A parti...
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Os comentários serão avaliados antes de serem liberados