menos 20 mil pessoas participaram do ato, segundo a Frente Brasil Popular e a CUT. A PM não divulgou números. Deborah foi ferida na noite desta quarta e levada para o Hospital das Clínicas, onde passou por exames. Depois recebeu atendimento no Hospital de Olhos, no Paraíso, de onde saiu no final da manhã desta quinta. O Hospital de Olhos informou em boletim médico que a paciente ´foi internada em nosso serviço às 2h37 do dia 1º de setembro de 2016, com trauma na região da face, escoriações nas pálpebras e região malar esquerda, e lesão perfuro contusa no olho esquerdo´. Deborah passou por cirurgia de urgência. O hopital também disse que "por ser tratar de um procedimento de alta complexidade oftalmológica, o prognóstico requer cuidados especiais´. O Doutor William Fidelix, diretor operacional do hospital, explicou ao G1 que ´pela extensão das lesões, o pognóstico visual é bastente reservado, bem grave. As chances são pequenas para recuperação da visão´. Testemunhas que socorreram a jovem relataram nas redes sociais que ela foi atingida pela Polícia Militar - ou por estilhaços de bombas lançadas pelos policiais ou por bala de borracha. Procurada, a Secretaria da Segurança não se posicionou. O Levante Popular da Juventude, movimento do qual Deborah faz parte, divulgou uma nota que diz: ´não descansaremos até que os responsáveis sejam punidos e ela disponha de toda a assistência necessária´. O texto ainda diz que o movimento tomará ´todas as medidas judiciais e políticas cabíveis´. Além dela, uma jovem foi atropelada durante o protesto. (G1)
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