A Proposta de Emenda Constitucional 241, também chamada de PEC do Teto de Gastos, tem como objetivo limitar despesas com saúde, educação, assistência social e Previdência, por exemplo, pelos próximos 20 anos.
Enviada em junho pela equipe de Michel Temer à Câmara dos Deputados, a
proposta institui o Novo Regime Fiscal, que prevê que tais gastos não poderão crescer acima da inflação acumulada no ano anterior.
Autor da medida, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles,
classificou a PEC 241 de “dura” e admitiu o propósito de limitar os
gastos com saúde e educação, que atualmente são vinculados à evolução da
arrecadação federal.
Tais vinculações expressam conquistas sociais
garantidas na Constituição Federal de 1988 com o
objetivo de priorizar e preservar o gasto público nessas áreas fundamentais, independentemente do governo que estivesse no poder.
objetivo de priorizar e preservar o gasto público nessas áreas fundamentais, independentemente do governo que estivesse no poder.
Quais são as críticas à PEC 241?
Ao colocar um limite para os gastos da União pelas próximas duas
décadas, a PEC 241 institucionaliza um ajuste fiscal permanente e ignora
uma eventual melhora da situação econômica do País.
De acordo com a proposta, a regra que estabelece o teto de gastos a
partir da correção da inflação não poderá ser alterada antes do décimo
ano de vigência.
O prazo final dessa política de austeridade se completaria em 20
anos. Dessa forma, o Novo Regime Fiscal proposto pelo governo Temer
retira da sociedade e do Parlamento a prerrogativa de moldar o orçamento
destinado a essas áreas, que só poderá crescer conforme a variação da
inflação, o problema desta proposta é que ela ignora completamente os direitos já conquistados pela população trabalhista.

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